Nascimento do Vicente – Parto Domiciliar da Shariza

Este slideshow necessita de JavaScript.

6h30min da manhã do dia 7 de novembro de 2016. – O SINAL

Ainda naquele estado meio zumbi, fui fazer o habitual xixi da manhã. Para minha surpresa, junto com ele saiu um fiozinho marrom de sangue. Meu coração disparou e minha cabeça não processou direito a informação. Na volta pro quarto senti uma aguinha escorrer nas pernas, voltei pro banheiro, bati o olho e reconheci: era o tampão que tinha começado a sair. A adrenalina tomou completamente conta de mim. Chamei o Gustavo e mostrei pra ele, era um sinal do meu corpo avisando que nosso pequeno estava se preparando para vir ao mundo. Uma avalanche de pensamentos e sentimentos veio a tona. A hora estava perto, aquilo era real, eu ia parir, não tinha mais volta. Ao mesmo tempo pensava: fica calma, tu tem que ficar calma, nervosismo só piora tudo. Tirei uma foto da calcinha “suja”, olhei no relógio, eram 6h45min, ia mandar pra Ana Terra (minha parteira e enfermeira obstétrica), mas não queria incomodá-la tão cedo. Estava tudo bem, dentro do esperado. Tentei voltar a dormir, mas não deu, não tinha como, minha cabeça estava tentando processar tudo que eu vivi nos últimos meses. Eu estava com 38 semanas já, totalmente dentro do tempo esperado. 11h20min da manhã, saiu mais um pouco do tampão. Decidi avisar a Ana e mandei as fotos pra ela, saiu mais do tampão, mais uma foto. Tudo normal e dentro do esperado. Não tinha cólicas, só uma dorzinha bem leve na lombar e na região da virilha. Nessa hora avisei minha doula, a Shana. Depois de me tranquilizar e dizer que estava a postos lembro que ela me disse: hoje troca a lua né, crescente. A tarde passou tranquila, sem maiores sinais. Passamos o dia em casa. Bidu finalizou uma encomenda, eu passei um pano no chão e tentei colocar as coisas em ordem, mas ainda tinha uma coisa a ser feita: a mala da maternidade. Sim, tínhamos de deixar uma mala pronta para o hospital caso ocorresse algum imprevisto na hora do parto. Eu não quis nem olhar pra ela. Eu deveria estar preparada para um possível deslocamento para o hospital, mas eu não estava. Deixei pro Bidu isso e só mentalizava que tudo daria certo e eu não precisaria da bendita mala. Caiu a noite, já passava da meia noite quando fui ao banheiro eu vi que saiu, a meu ver, “muito” sangue junto com o xixi. Pensei no hospital, me desesperei. Mandei uma foto pra Ana que mais uma vez me tranquilizou dizendo que estava tudo bem, que era o colo do útero se dilatando aos pouquinhos e que aquilo era normal. No outro dia ela ia me visitar e me avaliar, que eu ficasse tranquila e descansasse.

5h30min da manhã do dia 8 de novembro de 2016 – PRÓDOMOS

Acordei com uma sensação estranha, primeiro uma dor na lombar e depois uma “coisa” que ia e voltava bem embaixo no ventre. Não era dor, não era cólica, era algo que eu nunca tinha sentido que até hoje não sei explicar. Na hora pensei que só podiam ser as contrações que estavam começando. Fui abrir os olhos e olhar a hora já eram 6h e pouco da manhã. As 7h comecei a cronometrar o tempo num aplicativo de celular. Elas vinham a cada 5min, 6min, 7min. Nada ritmado e com durações bem variadas. No intervalo delas eu tirava uns cochilos. Ali pelas 8h da manhã avisei a Ana e a Shana (minha doula). A Ana falou pra eu ir pro chuveiro e ficar por 1h lá, pois se já fosse o trabalho de parto, ele engrenaria, se não fosse, pararia. Lá fui eu e o Bidu pro chuveiro. Elas não aliviaram mas também não se intensificaram. Ficou na mesma. Não era nada insuportável, bem pelo contrário. Nos primeiros segundos eu sentia uma pressão muito grande pra baixo, mas muito forte mesmo e quando me concentrava na contração, dava pra sentir direitinho meu corpo trabalhando. Nos segundos finais dava uma boa aliviada nessa pressão. Comecei, então, a por em prática os aprendizados em tantos meses de rodas de conversa sobre o parto. A cada contração eu vocalizava a letra A e mentalizava AAAAAbreeeee (pro corpo ir se abrindo e ir dando passagem ao meu filho amado que estava chegando). Aprendi a mentalizar a cada respiração o ar entrando pela boca, empurrando o bebe e saindo por baixo, pois esse é um importante canal de fluxo energético em nosso corpo. Eu imaginava toda essa energia ajudando ele a nascer. Saí do chuveiro e fui tentar me deitar de novo. No começo ainda conseguia ficar deitada durante a contração e pela manhã consegui tirar dois cochilos revigorantes, mas não tardou muito até essa posição se tornar insustentável. Definitivamente, não tem como aguentar uma contração deitada. O corpo não foi feito pra isso. Enquanto estava na cama descansando, na contração mudava para a posição de quatro apoios, a mais confortável e instintiva que me servia. Seguia monitorando as contrações e elas vinham a cada 5min aproximadamente, mas ainda não estavam bem ritmadas. Já devia ser por volta do meio dia. Nessa hora a bola de pilates era minha melhor amiga. Ali eu fiquei sentada por um bom tempo entre conversas com meu companheiro, contrações, música, carinho e comida. Torradinha com melado, mamão e manga foram o meu almoço. Entre uma contração e outra eu conseguia comer normalmente, como se nada estivesse acontecendo. A coisa começou a ficar mais forte um pouco e decidi voltar pro chuveiro. Lembro que essa vez não foi tão tranquila como da primeira. As contrações ainda estavam “fracas”, mas não tanto quanto antes. Acho que nessa hora o Bidu, se ainda não tinha entendido que o trabalho de parto estava se aproximando, começou a entender. A cada contração eu me abaixava para a posição de cócoras e me agarrava nele, pois era o que aliviava a pressão, quando passava, eu me levantava de novo. E assim ficamos por cerca de 1h. Abaixa e levanta. Eu lembro de ver no rosto dele a exaustão daquela situação que se repetia a cada 4min mais ou menos. Exaustão pra ele, alívio pra mim. Em nenhum momento ele reclamou, seu olhar era sempre de apoio, carinho, cumplicidade. Ali pelas 16h30min falei com a minha doula de novo que foi me lembrando de relaxar nas contrações, soltar o corpo, respirar fundo e me entregar para o processo e assim eu fui fazendo. As18h a Ana chegou junto com a Luiza (nossa outra enfermeira) para me avaliar. Consenti em fazer o exame de toque, pois estava curiosa para saber a que pé andava a situação. Eu estava com 3cm de dilatação. Lembro que a Ana nos disse que o trabalho de parto poderia começar ainda naquele dia, ou no próximo, ou na próxima madrugada. Era para eu seguir descansando entre as contrações pois precisava guardar energia para a hora do parto mesmo. Falei que as contrações eram mais fortes no início e depois de uns 30 segundos aliviavam muito. A Luiza me olhou com toda calma e falou, é na hora do trabalho de parto elas não vão aliviar, vão ser fortes durante todo o tempo, daí tu vai saber que está mesmo em trabalho de parto. Não levei muita fé na hora, pois já eram 18h e eu estava muito bem, totalmente tranquila e com contrações super suportáveis que não eram bem uma dor, era uma pressão forte pra baixo. Elas foram embora me dizendo que estavam prontas para vir quando começasse mesmo. Falei mais uma vez com a Shana e lembro que as contrações deram uma espaçada nessa hora. Disse que descansaria mais um pouco e o Bidu faria um reiki em mim.

18h44min do dia 8 de novembro de 2016 – O TRABALHO DE PARTO

As contrações começaram a vir a cada 5min ou menos, com duração de mais de um minuto. Consegui ficar na cama ainda por 1h quase, sempre me levantando nas contrações. A partir desse momento não sei bem ao certo a ordem correta das coisas, é como se eu tivesse entrado numa outra dimensão. Em algum momento, entre uma contração e outra me veio uma ânsia de vômito muito grande, corri para o banheiro e junto com o vômito pensei ter feito xixi com sangue, sujei todo o banheiro. Só pensei na hora: que M****. Bidu prontamente falou pra eu não me preocupar com aquilo e voltar pro quarto. Algumas horas mais tarde que fui entender que aquilo não era xixi, era a bolsa que tinha estourado. As 20h fui pro chuveiro de novo, não tinha mais volta. A intensidade das contrações aumentaram muito, eu já tinha entrado na fase ativa do trabalho de parto. Nessa hora a gritaria já tinha começado aqui em casa, porque só gritando muito pra aliviar a pressão das contrações, e podem acreditar, alivia MUITO. Não são gritos de dor, como a maioria pensa, são gritos de alívio. Ao menos pra mim eram. Quando decidi pelo parto domiciliar, imaginei que não conseguiria me entregar ao processo completamente por conta dos vizinhos, que nada! Na hora eu nem lembrava que tinha vizinhos. 20h30min Bidu viu que a negócio tava sério e saiu do chuveiro pra ligar pra Shana. Acho que ele nem conseguiu falar nada, porque ela só atendeu, ouviu meu grito ao fundo me disse que já estava a caminho e que acionaria a Ana e a Luiza. Voltei pro quarto, o chuveiro estava começando a ficar muito quente já. Fiquei no quarto até a Shana chegar e essa foi a última vez que eu tenho registros não mentais do que estava acontecendo, pois as 21h17min quando ela chegou, foi a última vez que marquei no aplicativo o intervalo das contrações, que já estavam vindo a cada 2min. Nem a vi, só lembro dela dizer: Por que essas luzes ainda estão acessas? Vamos apagar tudo isso!!! (A ocitocina, um dos hormônios fundamentais do parto, é melhor produzida em ambientes com luminosidade reduzida).´Nesse momento fui para a minha viagem sem volta para a “partolandia”. Me entreguei completamente ao processo de parto nesse momento. Minhas percepções de tempo e espaço a partir de então foram outras, sem ligação alguma com a vida normal. Até então a única dor que eu realmente estava sentindo desde a tarde era uma dor na lombar, que aumentou a medida que o processo avançava. Depois que a Shana chegou, essa dor partiu e nunca mais voltou hehehe. A dor sumiu, graças as mãos abençoadas dela que incansavelmente faziam massagens no fim da minha coluna. Agora era só eu e meu corpo trabalhando! Contrações cada vez mais intensas, cada vez mais difícil de relaxar, mas ariana teimosa que sou, não dei o braço a torcer e segui relaxando em cada contração, uma a uma. Nas que eu ousei esquecer disso, já bem perto do Vicente nascer, a Shana me lembrava de relaxar os ombros e mais uma vez eu o fazia. Fui pro chuveiro de novo e ela ofereceu a bola de pilates. Caraaaaa, foi a melhor posição da vida naquele momento. Fiquei agarrada naquela bola por um bom tempo. A Ana chegou por volta das 22h, só lembro de ter visto aquela lanterninha dela brilhando uma luz fraquinha. Ouviu os batimentos do bebe, tudo certo, tudo dentro do normal. Sai do banho, pedi o exame de toque, 7cm. Nem eu acreditava o quanto havia progredido em 4 horas. Elas trouxeram a piscina, pois eu tinha a ideia de ter o parto na água. Que nada, a piscina foi só o trabalho de encher e depois desencher. Mal entrei nela e senti que eu entrava num caldeirão fervilhante, foi muito ruim a sensação, não quis mais olhar pra bendita piscina pelo resto da noite. Coisas de parto. Talvez eu tenha ido de novo pro chuveiro, talvez não. Não lembro ao certo. Lembro de ter passado a reta final do parto no quarto. Pedi pra me deitar um pouco, estava começando a sentir o cansaço, mas quase não dava pra descansar, porque na hora da contração eu tinha de levantar. Mais uma náusea, mais um vômito. As meninas estava todas concentradas na minha cabeça, mas nessa hora eu senti mais xixi com sangue vindo. Só pedi pra colocarem uma toalha embaixo, tarde de mais, foi tudo no colchão mesmo (por que eu não tinha ouvido a Ana e comprado o protetor de colchão? Tarde demais). Ouvi a voz da Shana me dizendo: olha, a bolsa estourou. E aí que caiu a ficha de que antes não era xixi, era a bolsa. Ela já tinha estourado antes, só estava vindo o resto. Pedi mais um exame de toque, eu estava começando a ficar cansada, mas nada feito. Só aumentaria o risco de infecções já que a bolsa tinha estourado, o negócio era aguardar. A cada contração, o bebe baixava muito, lembro das gurias comemorando e me incentivando: muito bem, baixou muito, não vai demorar, ótimo, solta os ombros. Mas tudo isso em sussurros quase imperceptíveis, pra não me tirarem a concentração. Voltei pra me apoiar na bola de pilates, mas já não era tão confortável quanto antes. Aí veio a oferta da banqueta, nossa, santa banqueta, que coisa maravilhosa sentar naquilo (a banqueta é um banquinho baixo em forma de U). Dali acho que quase não sai mais. Eu estava entrando na fase do expulsivo já, quando o bebe está se encaminhando pra nascer. Lembro de ter começado a ficar mais impaciente nessa hora e perguntava seguidamente a Ana se faltava muito, se eu ia conseguir. Ela tranquilamente me olhava e dizia que estava perto, só mais um pouco, que eu estava indo muito bem e ia conseguir sim. Volta e meia ouvia os batimentos do bebe, tudo certo, tudo normal. Veio, então, uma vontade de fazer coco, na hora me lembrei dos inúmeros relatos de parto que li na gestação, onde as mulheres diziam que parecia que iam fazer coco, mas era o bebe passando pela região do cócxis, já nascendo. Nossa, me animei muito e pensei, é agora, é ele, tá chegando. Lembro que fiz força, bastante força, e quando senti sair uma coisa olhei feliz pra elas, mas não era nada do que eu estava pensando, era só coco mesmo, era meu organismo se limpando pra dar passagem pro bebe. Confesso que foi frustrante saber que não era meu filho ainda, mas tudo bem, estava perto. E é isso mesmo, quem acha que o parto é um mundo lindo e limpinho, lamento dizer, mas nos partos têm coco, sangue, vomito, xixi, suor, lágrimas. Tudo muito normal e com sua devida beleza. É a natureza trabalhando e acontecendo dentro de um corpo feminino. Comecei a ficar muito impaciente depois disso e toda hora perguntava se ainda ia demorar muito. Foi aí que algo novo surgiu, elas disseram que não ia demorar muito e que já viam o cabelinho dele. Nossa, que lindo. O cabelinho, pensei eu. Mas essa situação parece que não evoluía. Foi quando a Ana me disse, põe a mão e sente a cabecinha dele que tu vai entender. Mas eu não tinha coragem, tinha medo não sei de que. Mais algumas contrações, encorajamentos delas e eu coloquei a mão e senti. Senti a cabecinha e senti que ainda não ia nascer, que faltava um pouco. Falaram pro Bidu por a mão também, ele tava nessa hora atrás de mim, me apoiando, literalmente, a cada contração. Mas quase não o deixei ver. Ele mal pôs a mão e já mandei tirar, era meu corpo, não queria outros tocando nele. Foi algo instintivo, nada pessoal. Segui com as contrações, praticamente sem descanso, estavam começando a ficar quase insuportáveis já, mas eu sabia que estava no fim, que ele já estava ali. Relaxar já era bem difícil, mas a Shana não me deixava esquecer. Em algum momento que perguntei se faltava muito ela me olhou, abriu as mãos e disse, da pra contar nas mãos as contrações que faltam até ele nascer. Aquilo foi o combustível final que eu precisava pra aguentar o pouco que faltava. Lembro dela falar pra relaxar os ombros, fui pra bola de novo por umas 2 contrações nesse meio tempo e lembro que em uma delas eu não gritei, fiquei em silêncio, aguentei calada aquela contração, e foi maravilhoso quando passou. Foi sentir a natureza trabalhando, foi profundo, foi libertador. Foi uma das melhores sensações que senti no parto, foi como um sentimento de vitória, não sei ao certo. Quando voltei pra banqueta a Ana começou a colocar as luvas e se movimentar, vi que agora era a hora mesmo. Mais uma contração e algo voou de dentro de mim, me assustei com a força. Lembro da Luiza falando, que voou um pedaço da bolsa e que foi lindo (hehe). Na contração seguinte senti algo ardendo dentro de mim. Era ele, era o Vicente, ele tava chegando, meu coração se encheu de felicidade. Senti ele passando e cabecinha saindo, depois senti direitinho o corpinho se virando para ele passar. (Pausa pro choro. To chorando agora).

Não há palavras para descrever o que senti nesse momento, não há palavras MESMO. Vicente nasceu à 1h18min da madrugada do dia 9 de novembro de 2016. Pesou 3,530kg medindo 48cm. É uma benção da natureza ser mulher e poder passar por todo esse processo. Não tem nada no mundo que compre essa experiência, é algo que só vivendo para saber a intensidade e emoção desse momento. Parir um filho de forma natural e humanizada deveria ser direito garantido a todas as gestantes. (É uma lástima termos de viver nessa cultura cesarista, aonde mulheres saudáveis com bebes saudáveis são submetidas diariamente a cesarianas desnecessárias por conta do bel prazer da maior parte da classe médica) Um parto natural é lindo, é libertador, é indescritível. Logo que ele nasceu veio pro meu colo. Não chorou, só deu uns resmunguinhos. A placenta saiu logo em seguida, eu nem vi, nem senti nada. Me sentei na MINHA CAMA, NO MEU QUARTO com meu companheiro do lado, nossa cadelinha do outro lado e nosso bebe no colo. Gente, vocês tem noção disso?! Ficamos ali nos curtindo por uma hora e meia. Eu estava totalmente drogada pelos hormônios do meu corpo, era como se aquilo fosse um sonho, a ficha não caía. Até hoje não caiu direito. Ficamos ali, sentindo o clima de paz do momento. Depois desse tempo todo, as meninas voltaram pro quarto. Bidu cortou o cordão umbilical que já estava branquinho nessa hora. Ele foi medido, pesado e a única coisa que foi feita foi a vitamina K via oral. Ele nem viu. Nada de vacinas, colírios, injeções, banho (ele só tomou banho com 8 dias), luzes fortes, barulhos estranhos. NADA disso é necessário na grande maioria das vezes, pasmem! Enquanto elas organizavam as coisas fui tomar um banho e quando voltei ele tava tranquilão no colo do papai. Eu levei um pontinho só, feito ali na minha cama, só pra não arder muito e não incomodar na hora de ir ao banheiro, porque nem necessário seria. Ele pediu pra mamar logo em seguida, mamou no peito, pega correta na primeira mamada graças ao auxilio da Luiza e da Shana. Shana fez um sanduíche pra gente enquanto ele mamava. E assim foi nossa linda, intensa, transformadora e inesquecível noite. Às 5h da manhã as gurias foram embora e nós ficamos ali, na nossa casa, no nosso lar, com nosso filhote nos braços.