Relato de um pai – Gustavo

gustavo e ana flor
Relato de um pai Gustavo

Sempre fugi de falar sobre minha filha. Por que provavelmente nenhuma palavra, nenhuma frase, nada, seria o suficiente pra descrever o que é ser pai, o que é conviver diariamente com aquela coisinha pequeninha, que já foi bem fragilzinha uns tempos atrás, e agora nem é mais. Nada é o suficiente.

Sempre achei que é mais difícil do que eu imaginava, mas ao mesmo tempo mais fácil, por ser muito mais recompensador e divertido do que eu imaginava.

Hoje em dia a Ana Flor está com um ano e quase três meses, tempo o suficiente pra comer bastante o papá que o papai faz e fica todo bobo quando ela come bem (e diz que tá bom), pra caminhar por aí de um lado pro outro e querer olhar tudo, pra falar um monte de palavravinhas bonitinhas como mamãe, papai (que já tá virando pai, um absurdo), au-au, bola (a favorita), água, árvore e mais um monte de coisinhas que ela tá ensaiando.

E também tempo o suficiente pra gente ter saudade de quando ela era só uma pitoquinha de colo, grudadinha, canguruazinha, que só queria colo e o máximo que fazia era sorrir. Mas a gente já combinou que mais que isso ela não cresce. Só que como eu sei que isso é impossível mesmo, o que importa é aproveitar exatamente cada segundo, por mais clichê que dizer isso seja, é importante mesmo.

Não existe sentimento comparado com a mãozinha do nosso nenê, fazendo um carinho no rosto, dando um beijinho e dizendo papapapai. Podia passar uma tarde inteira assim, só ganhando carinho e brincando com ela, uma semana inteira em casa, com meu nenê, minha companheira e o cachorro, se amando e vendo o crescimento, de todxs.

E claro, também existem as partes difíceis, mas acho que todxs sabem exatamente como é, não preciso falar delas, por que todo pai sabe, que no fim, tudo isso some, e só o que fica na nossa mente é aquele sorrisinho, aquele papapapapai.

Gustavo

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