Relato de um pai – Ricardo

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Relato de um pai Ricardo

Sou apaixonado por minha família! Essa é a primeira coisa que me vem a mente para falar. Tem muita gente aqui em casa. Somos seis pessoas. Nossos filhos são motivo de grande felicidade. Luiza, Mariana, Sophia e Pedro! Da mais velha (com 21 anos, que agora mora sozinha) ao mais novo com 2 anos e meio. Luiza nasceu de parto normal, Mariana e Sophia de cesária, e Pedro, pasmem, nasceu de parto normal! Tivemos que lutar por isso, o que foi uma vitória da família. Dá vontade de falar de todos os filhos, mas hoje vou falar de Pedro!

Único menino, por óbvio é mimado pelas irmãs. Completamente apaixonado, amoroso e carinhoso. Adora brincar com Sophia, sua irmã de 5 anos. 

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Pedro nos deu alguns sustos pois tivemos uma toxoplasmose congênita que nos forçou a ter cuidados redobrados para que tudo corresse bem. Isso não nos desanimou e decidimos que iríamos curtir a gestação e dar muito amor ao nosso filho enfrentando tudo que viesse pela frente com disposição e fé. Pedro chegou em 08 de dezembro de 2010, às 14 horas, depois de 7 horas de trabalho de parto. Patricia, Pedro e Eu entramos no Hospital Divina Providência às 7 da manhã, sendo que as contrações começaram por volta da meia noite. Nossa parteira querida, Ana Claudia, já estava lá com a Doula Fabiana, que nos receberam com carinho nos colocando num clima de acolhimento (em que pese os limites de um ambiente hospitalar). Todos os profissionais estavam alertas, para a eventual necessidade de uma cesária de emergência, o que não foi o caso. Patricia, minha amada companheira, foi uma lutadora incansável e obstinada no objetivo de que Pedro viesse ao mundo feliz e saudável, nesse sentido optou, lutou e proporcionou a chegada do Pedro através do parto normal. Pedro, amorosamente se dispôs a colaborar, se posicionou e permitiu sua chegada num lindo parto de cócoras. Todos se emocionaram, a comoção era palpável, sentia-se no ar a energia da vida que chegava suave, trazendo imenso amor e partilhando com todos ali presentes. Um presente e uma bênção para a mamãe e para o papai, e um carinho no coração dos profissionais que tiveram a sorte de participar desse momento!

Paternidade é um devir. Tento ser presente. Amor, carinho e participação ativa na vida das crianças (presença). Penso que não há receitas e seria injusto tentar colocar nossas experiências neste sentido. Seria como julgar os outros pais. Mas me arrisco a dizer que com amor, carinho e presença estamos no caminho certo! Eu adoro cozinhar prá eles, escutar música, dançar, falar outro idioma, tocar guitarra, brincar de esconder, fazer cócegas, tomar banho de chuva, brincar com os cachorros, imitar personagens de desenho animado, criar personagens engraçados tais como a minhoca, o monstro, a aranha dançarina e tantos outros. Isso me faz feliz na paternidade. Esse contato, esta participação, estas vivências, que no dia-a-dia, me ajudam a evoluir como seu humano. Obrigado filhos! Vocês são demais!

Ricardo Gacki

pai e professor de filosofia quando sobra tempo