Novo Encontro Parto Alegre!

Gente querida,

dia 23 de fevereiro, teremos mais uma edição do Encontro Parto Alegre de férias. Nesse encontro, vamos ter a presença especial de mães e pais que passaram pela experiência de dar a luz de forma amorosa, respeitosa, em paz! Com todas as transformações, desafios e incertezas do caminho. Será um momento de partilha, pleno de trocas e relatos amorosos que vão fazer você ter mais pistas sobre o que é parto humanizado, hospitalar, domiciliar, enfim. Como é viver a chegada de um novo ser, valorizando cada momento e o tempo de cada um.

Compareçam!

Encontro Parto Alegre – Relatos de Parto

Dia: 23/02/15 – Segunda-feira
Hora: das 20h às 22h
Local: UNIPAZ – Rua Miguel Couto, 237 Bairro Menino Deus

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Esperamos por vocês!

Equipe Parto Alegre

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Nascer no Brasil

Nascer

A pesquisa da Fiocruz não para de render novos frutos com informações de qualidade que vão nos ajudando a entender a realidade do parto e nascimento no país. Há diversos vídeos na internet com essas informações. E agora há dois documentários disponíveis que tratam da violência obstétrica e parto normal e outro da cesariana e seus mitos. Veja o trailer aqui.

Outros vídeos informativos sobre a pesquisa podem ser vistos aqui e aqui.

Além deste material audiovisual, você pode encontrar vários artigos sobre o tema, nos Cadernos de Saúde Pública: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/36388

Façam bom proveito!

Partos fora do hospital são mais seguros

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Na Inglaterra, cada vez mais, há uma mudança de paradigma em relação a forma de entender o nascimento humano. E tem se entendido que parir tem pouca relação com um hospital de alta complexidade e de que esses locais são mais arriscados para gestações de baixo risco, podendo trazer mais riscos de infecções hospitalares, intervenções, realização de episiotomias, parto com fórceps ou ventosa.

O jornal The Guardian publicou duas matérias falando sobre essas mudanças crescentes em relação ao parto, no País de Gales e na Inglaterra – que há muito tempo (desde os anos 1980) reconhece a mulher como protagonista do processo de parir – tem se incentivado o parto domiciliar, em casas de parto e em unidades de saúde conduzidas por enfermeiras e obstetrizes. Além de um atendimento de um para um. Uma enfermeira obstétrica para cada gestante. Um atendimento humanizado e particularizado avaliando caso a caso. Além de se preconizar acima de tudo o respeito à escolha da mulher sobre o local onde ela deseja parir. Eles falam em tornar essas escolhas reais e não apenas em teoria, melhorando o sistema de saúde público inglês.

Segundo matéria publicada no jornal on line da BBC UK “Os trabalhos liderados por parteiras têm melhores resultados para as mães do que as unidades obstétricas e salas de parto tradicionais”, disse Susan Bewley, professora de obstetrícia complexa da Universidade King’s College, de Londres, e parte da equipe que desenvolveu as novas diretrizes do órgão de saúde britânico. “(Esses tipos de partos) podem ser particularmente adequados para todas as mulheres porque as taxas de intervenção são mais baixas”. A ênfase, segundo ela, é na escolha de cada mãe diante de diferentes necessidades. As orientações aplicam-se apenas a mulheres com baixo risco de complicações.

Leia mais no link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141201_saude_parto_hb#share-tools

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Para ter o tão sonhado parto

O parto no Brasil está cada vez mais raro, a cesariana tornou-se uma epidemia, com a alarmante taxa de 56% conforme dados do ano passado. No entanto, há luz no fim do túnel e não é um trem! Estamos nadando contra a corrente, mas informação não nos falta. Ultimamente, inclusive as grande mídias têm ajudado na divulgação de informação de qualidade que prestam um bom serviço de utilidade pública.

Nesta semana, uma boa matéria, descortinando o contexto em que vivemos no mundo do nascimento saiu na edição 857, de 03 de novembro de 2014 da Revista Época. Em três páginas, a jornalista Marcela Buscato mostra a realidade dos partos no Brasil e algumas ações de iniciativa pública e privada que têm conseguido modificar as alarmantes taxas de cesarianas realizadas no país. Como coloca Arthur Chioro, Ministro da Saúde, essa taxa se “tornou um problema de saúde pública”.

Precisamos ir atrás dessas informações, não se contentar com o que os profissionais nos dizem, inclusive eu, e ler, se informar. Nessa onda de cesarianas que estamos vivendo, saber a história do nascimento da nossa amiga, vizinha, cunhada nem sempre é uma boa fonte de informação, pois atualmente mais da metade das mulheres tem tido seus filhos por via cirúrgica.

Como diz o título da matéria publicada na Revista Época, para fugir da cesariana, precisamos de outras fontes de conhecimento e precisamos estar preparadas, buscar grupos de apoio e pessoas que nos apoiem, pois em algum momento você vai ouvir frases do tipo: “você é corajosa hein?”,  “você é louca”, “eu não teria coragem”, “pra quê sentir dor?”. Frases que podem ir minando nossa mente, quando estamos vivendo este momento pela primeira vez, especialmente.

É evidente que precisamos mudar o modelo atual de atendimento ao parto. Algumas regiões do país já se deram conta disso. E mudar esse modelo, significa, como atores da sociedade, fazer a nossa parte, cobrar das autoridades uma assistência mais humana, também mudar nossa visão de mundo e ir atrás do que acreditamos, buscando profissionais ou hospitais que mais se aproximem do que entendemos ser o melhor para nós e para o nascimento de nossos filhos.

Vale a pena ler a matéria. E hoje, enquanto escrevia este texto, fiquei sabendo do lançamento de um lindo livro chamado “Parto natural mesmo depois de cesárea“. Parece que ouviram nossas preces. Que venha a mudança, por uma sociedade mais humana que respeita os delicados inícios da vida.

Mais informações sobre o livro:

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Trabalho de parto, por que trabalho?

Na próxima segunda-feira, dia 29 de setembro, teremos um novo encontro do Grupo Parto Alegre! Com a chegada da Primavera, vamos conversar sobre o trabalho de parto e suas fases, como elas acontecem. Além disso, teremos relatos de mães que já passaram por essa experiência e vídeo de parto inspirador para que possamos conhecer um pouco mais desse momento único na vida de uma nova família. Será lindo contar com a presença de cada uma, cada um em nosso círculo! Segue mais informações no cartaz!

Abraços, Equipe Parto Alegre.

Encontro Parto Alegre

Segunda, 25 de agosto, encontro Parto Alegre!

É amanhã! Esperamos todos para iniciar lindamente a semana falando de parto natural após cesárea!
Além de vídeos de partos e relatos, teremos um lanche especial, totalmente orgânico da Viverde Orgânico, que entrega cestas totalmente orgânicas e com produtos provenientes de agricultura familiar. Bela inciativa que o Parto Alegre aprova e recomenda <3
http://www.viverdeorganico.com.br/

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Clique abaixo e confira o evento no facebook!

https://www.facebook.com/events/1484899418415193/

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Audiência Pública Parto Humanizado

Paláciodoministério-públicoNo dia 21 de agosto de 2014 às 13h30min será realizada uma audiência pública aberta a todos os interessados. O tema será humanização do nascimento – identificando ações possíveis para viabilizar a humanização, como um novo modelo de atenção obstétrica. O evento ocorrerá no Palácio do Ministério Público, localizado na Praça Marechal Deodoro, n. 110 (na Praça da Matriz esquina Rua Jerônimo Coelho), Centro Histórico de Porto Alegre.

Estamos vivendo um momento crucial em nossa caminhada para a humanização do nascimento. É um momento de visibilidade e de ocupação desse importante espaço de manifestação de mulheres e homens que desejam um parto e nascimento mais dignos, mais humanos, mais respeitosos.

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As nossas demandas:

  • Cumprimento da lei do acompanhante (Lei Federal 11.108/2005), a qual trata do direito que toda parturiente tem de contar com um acompanhante de sua escolha durante trabalho de parto, parto e pós-parto imediato;
  • Cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual afirma em seu artigo 12 que toda criança e adolescente tem direito a acompanhante de um dos pais ou responsáveis em tempo integral dentro dos estabelecimentos de atendimento à saúde;
  • Atendimento do parto de baixo risco por enfermeiras obstétricas, obstetrizes e parteiras tradicionais visto que parto acompanhados por essas profissionais possuem menos intervenções e melhores desfechos maternos e neonatais;
  • Direito a doulas no atendimento ao parto nos estabelecimentos de saúde, visto que a presença da doula no trabalho de parto, parto e pós-parto trás inúmeros benefícios para mãe, bebê no parto e na promoção do aleitamento materno.

Para saber maiores informações sobre a audiência, clique aqui e tenha acesso ao edital do Ministério Público sobre a audiência. A Parto Alegre apóia esse movimento, nos vemos lá!

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Como uma doula pode te auxiliar?

No próximo encontro do Grupo Parto Alegre, vamos falar sobre a atuação da doula na gestação, parto e pós-parto além de praticar algumas técnicas utilizadas para alívio da dor no trabalho de parto e melhorar a progressão do parto. Será um momento lindo de muitas partilhas. doula parto alegre

Dia da Humanização do Nascimento no Grupo Hospitalar Conceição – Porto Alegre

Convidamos a Aline Martins para escrever sobre sua experiência no GHC, no Dia da Humanização do Nascimento. Aline, somos muito gratas pela tua colaboração no blog e com a causa!
Que mais dias como esse aconteçam.
Um abraço,
Equipe Parto Alegre.

10423393_655481371188934_981186282_n“E ontem, dia 28/05, foi o Dia pela Humanização do Parto, no Hospital Nossa Senhora da Conceição!! Linda iniciativa das residentes multiprofissionais da Residência Integrada em Saúde do GHC, com ênfase em Atenção Materno Infantil e Obstetrícia, juntamente com a Escola GHC e a Linha de Cuidado Mãe-Bebê do HSNC.

Um evento feito no estacionamento do hospital, das 9h às 17h, com profissionais da saúde e aberto ao público em geral, para conversar sobre a humanização do parto e nascimento. Foram exibidos alguns filmes educativos sobre parto humanizado, rodas de conversa, pela manhã e outra a tarde, com demonstração de métodos não farmacológicos de alívio da dor durante o trabalho de parto, como massagem, bola suíça, aromas, óleos perfumados. Infelizmente não pude ir muito cedo, acabei chegando após às 15h, mas ainda consegui participar da roda das 16h.

Algumas gestantes que estavam internadas no hospital também participaram da conversa, duas delas não sabiam como era um parto humanizado. Muitas ainda desconhecem, relacionam o parto com dor, com sofrimento. E é isso que lutamos tanto pra mudar!! Fiquei muito feliz em saber que o Hopistal Conceição está caminhando pela humanização, muitos enfermeiros obstétricos têm atendido a partos, ao invés dos próprios médicos, até por que sabemos que se a gestação vai bem, a presença de médicos na hora do parto, se faz desnecessária, o parto é um evento fisiológico. Ainda não estão aceitando a presença de doulas, juntamente com o acompanhante escolhido pela parturiente, mas acredito que isso seja alcançado em breve!!

Foi explicado para elas também que quem faz o parto é a mulher, a equipe tem que estar por perto pra dar apoio, acompanhar, e só intervir, se realmente for necessário. O parto humanizado é isso, é respeito com a mulher e bebê, é ela saber que é a protagonista, estar livre para se movimentar durante o trabalho de parto, ser oferecido uma alimentação mais leve, como frutas, gelatina, água, e não deixando mais a mulher em jejum, como era de costume. Deixar a mulher escolher a posição que é mais confortável durante o expulsivo, não fazer nenhum procedimento sem antes explicar o quê e por quê estarão fazendo, oferecer um ambiente tranquilo, onde a mulher se sinta confortável e segura, como se estivesse na sua própria casa.

Muitas gestantes não sabem, mas o hospital tem equipamentos que elas podem usar durante o TP, como a bola suíça, para exercitar o períneo e banqueta para o período expulsivo, já que a posição vertical facilita muito na hora do bebê nascer. A mulher não deve e nem precisa ficar deitada na maca, a não ser claro, que essa posição seja a escolhida por ela. Acredito que a gestante bem informada tem tudo para que seu parto seja o mais natural possível, a mulher tem que se empoderar, acreditar no seu corpo, na sua natureza. Ontem foi um dia maravilhoso, pude conhecer outras pessoas que também estão nessa luta! É um trabalho de formiguinha, mas sei que juntos nós conseguiremos. Muito feliz por contribuir contando um pouco da minha história.

Passei por uma cesárea desnecessária, por uma falsa indicação (pouco líquido), há 2 anos e 2 meses, mas que, há um pouco mais de 4 meses, pari minha filha num parto natural humanizado. Posso falar das duas experiências, e afirmar, que não há melhor maneira de um bebê vir ao mundo, que o natural, tendo o seu tempo respeitado, sem procedimentos invasivos e desnecessários. Que o primeiro contato com o bebê seja com a mãe. Que ele tenha o corte tardio do cordão, que seja amamentado ainda na sua primeira hora de vida. E isso é um direito de todas, não só para aquelas que podem pagar para ter um parto domiciliar. Até por que muitas mulheres ainda irão se sentir mais seguras parindo os seus bebês nos hospitais, e lá teremos que ter pessoas humanizadas, e isso vai além de sermos humanos. Respeito sempre! Pela mãe e pelo bebê.”

Aline Martins – mãe do Arthur e da Isis e ativista do parto humanizado!

Abaixo algumas fotos do evento, feitas pela Equipe do GHC que organizou o evento e pela Aline.

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