PRÓXIMOS ENCONTROS PARTO ALEGRE

Confira mais detalhes no evento do facebook:
https://www.facebook.com/events/1758700154360580/

Em São Leopoldo (09/05) e Porto Alegre (27/04) TEMA: Entendendo a dor no parto.
No encontro do mês de 27 de abril (POA) e 09 de maio (São Leopoldo) trataremos de um assunto que ainda é tabu para muitXs no que diz respeito ao parto: a DOR. Abordaremos tópicos como a dor X o sofrimento / Métodos não-farmacológicos de alívio da dor / Quando chamar de dor? / Como amenizar esta sensação tão intensa à partir de um ambiente de confiança e da exposição de nossos medos afim de dissolvê-los e abrir os caminhos para uma experiência satisfatória de parto. Aberto a todos(as) interessados(as) no tema.
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Nasce Parto Alegre em São Leopoldo!

Nesta segunda-feira, 11 de abril, tivemos nosso primeiro encontro da Parto Alegre em São Leopoldo, com o tema “Você sabe o que é Parto Humanizado?”.  :)

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Conversamos sobre o que é parto humanizado, assuntos como: o que é necessário pra viver um parto assim, quem é a equipe que dá assistência, qual a diferença entre parto normal e parto humanizado e muito mais! O encontro foi recheado com relatos de quem já viveu a experiência de um parto humanizado. Nossa convidada Mônica Carvalho contou o parto humanizado hospitalar do seu filho Bento e Daniela Pla contou seus dois partos, o parto hospitalar humanizado de sua filha Nathaly e o parto humanizado domiciliar de seu filho Maiquel.

Você pode assistir aqui aos vídeos dos partos da Daniela Pla e papai Américo.


Agradecemos imensamente pela disponibilidade e abertura de compartilharem suas histórias de parto tão singulares, tão íntimas, tão belas… e contribuírem para bem-dizermos o parto e nascimento!

Enquanto conversávamos, num clima muito descontraído, ao centro da roda tínhamos as delícias do Zeca Integral e o aconchegante chá de maçã da Vis Vitalis, nossos queridos parceiros. Porque precisamos de bons alimentos para corpo e alma, não é mesmo!?

Ao Zen Vale do Sinos, agradecemos por nos acolherem com tanto carinho em seu espaço físico.

Queremos agradecer também a presença de todas(os) e cada um(a) no Encontro! São vocês que fazem o encontro possível e um momento de aprendizado mútuo. Esperamos que tenham gostado! Para nós da Equipe foi um prazer e uma alegria estarmos juntos(as)!

Nosso próximo encontro de Porto Alegre e São Leopoldo terá como tema: ENTENDENDO A DOR NO PARTO.
Clica aqui para maiores informações: POA e SL

Abraço carinhoso da Equipe Parto Alegre e até nosso próximo encontro!

<3

Encontro Parto Alegre 2016!

Queridas e queridos partoalegrenses!

Dia 23 de março tem o primeiro encontro de gestantes, casais gestantes, tentantes e demais interessadas no tema. O tema deste encontro será bem especial porque fala de parto e superação especialmente quando o parto vem depois de uma cesárea. A gente já sabe das dificuldades de parir-se no Brasil e quando se trata de VBAC (vaginal birth after cesarean section),  as desafios são ainda maiores pela falta de apoio social, familiar e de profissionais que aceitem assistir um VBAC.

Por isso,  vamos trazer mulheres que passaram por esta experiência para relatar como conseguiram realizar esse sonho. Venham conhecer essas histórias e se inspirar.

Estamos em novo local, agora no espaço Corpo Alegre, confere na imagem de divulgação o endereço e apareça!

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Relato de parto humanizado hospitalar da Simone / nascimento Maitê

“A Decisão”
a Mulher que decidiu
Mani festar a vida nova em sua trilha
navio terra Nave mãe
protetora cápsula casulo
nutrir dar forma doar o sangue
e tantomais
até a filha chegar ao cais
e dali pra diante dar a mão
e tantomais
até o dia de voar
como é de sua natureza
feito 1sonho mágico
carregado de verdade e luz nos poros
o mérito sem fim de doar pro mundo
alguém sem fim
sem esperança alguma
de retorno outro que o amor em si
amplificado ao infinito
(por Luís Nenung)

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Aos 31 anos gestei e esperei por um parto normal (PN). Meu menino, que hoje tem 9 anos, veio ao mundo por uma cesárea iatrogênica (quando o desfecho não desejável-no caso o parto cirúrgico-foi causado pela medicina e seus meios em si). Foi uma consequência da analgesia, que acabei pedindo quando estava com 8 cm de dilatação. Meu erro (e não culpa, hoje vejo assim), foi esperar o PN. PN não se espera. Se busca. Se conquista. Se batalha. É assim e pronto. Não adianta bater pé. Como não havia cultura de cesárea na família, pensei que não precisasse fazer este “dever de casa”. Que as coisas se auto-resolveriam. Saúde eu tinha de sobra. Mas era “idosa” aos 30 anos. E meu bebê tinha peso estimado de 4kg na semana 39 de gestação (praticamente uma baleia rsrs). E há 10 anos atrás não sabíamos nada de parto ativo, humanizado, doulas e métodos não farmacológicos para modulação da dor. E eu, apesar de ser médica, subestimei os riscos de ter efeitos colaterais de uma analgesia de parto. Meu trabalho de parto (TP) ia bem até os 6 cm, em casa. Ia bem até quando entrei no hospital, sentei em uma cadeira de rodas e entreguei o braço para um acesso venoso (pra quê???-até hoje me pergunto). Não bastasse isso, deixei que me levassem para o bloco cirúrgico(!), pois lá seria a minha “sala de parto”! Uma mesa cirúrgica estreita e fria de inox e a posição de litotomia seriam o palco do PN que não tive. Claro que não. Urrei por anestesia. Quem não urraria neste contexto? Urro de medo, dor, desconforto, estranheza. Urro contra a frieza e pressa deles. Eu estava há 7 boas horas em um TP bem normalzinho, mas a equipe estava era de bituca no MAP (monitor contínuo de bem-estar fetal x contrações/dispensável em um quadro de normalidade) que amarraram na minha barriga. De olhos no MAP, dando-me ordem de imobilidade para não causar interferência nas medições. Oi??? Quadro posto, como não clamar por anestesia???? Fiz. E imediatamente perdi o tônus da bomba uterina. Atonia total. E então a cesárea intra-parto por conta da discinesia uterina causada pela analgesia de parto. E com a cesárea uma frustração, um blues puerperal mais longo, lágrimas nas fotos, auto-piedade, auto-desvalorização e raiva. Superei? SIM, dia 21 de setembro de 2015, quando nasceu meu segundo filho! Aí embaixo vai o relato sobre minha busca e achado:

Após estes 9 anos, em outro Estado, em outra união, engravidei. Agora poderia ser diferente. Teria a chance de passar a limpo coisas internas mal resolvidas por conta de meu parto cirúrgico de anos atrás e que não melhoraram com o tempo, pois foi o próprio tempo que me trouxe mais informação e certeza de que o fracasso que vivenciei não foi meu. Não foi um fracasso pessoal. Foi do sistema! As opções que tive foram retrógradas, erradas. Eram má pratica médica há décadas!!!! Hoje eu tenho essa consciência, apesar do contexto brasileiro ser idêntico ao de 10 anos atrás. Mas já estava bem melhor para mim, eu já não estava sozinha. Já ecoavam os clamores em prol da humanização do nascimento e da medicina baseada em evidências na obstetrícia!!!

Mãos à obra então! Busquei a doula. Troquei minha GO às 28 semanas de gestação, quando ela “rodou” no teste das minhas perguntas ao dizer que não fazia parto sem anestesia. Que isso era coisa de índia (opa, prazer, índia Simone, da tribo só-tomo-remédio-se-eu-quiser-e-precisar-meu-corpo-minhas-regras). Disse que provavelmente cortaria meu períneo porque assim seria mais fácil suturar as bordas do que se deixasse lacerar de forma natural (mesmo que fosse uma laceração de graus 1 ou 2(!), e mesmo sendo isso formalmente contra-indicado às luzes da boa ciência (as costureiras de roupa sabem disso melhor que a gente, disse ela). Ah, também o hospital onde ela atende (“top one” em Porto Alegre, Moinhos de Vento, “obedece as regras da John Hopkins” e por isso não permite a entrada de doulas: mas fotógrafos de renome são bem vindos!!!). Dei no pé.

Fiz yoga. Fiz fisioterapia pélvica. Segui treino de musculação adaptada até às 34 semanas. Li. Li. Li. Fiz curso de humanização para casal. Doulei muito com minha doula. Massagem. Drenagem. Trabalho e direção até ultimo dia. E então aconteceu. Tudo o que planejei. Sem desvios. Colhi além. Peguei pra mim o que era meu e tava me esperando. Como mágica, parecendo ilusão.

Domingo à tarde, 20 de setembro, fui para a academia do prédio fazer um treininho com o marido. Tentei descansar às 17e30 mas levantei da cama às 18e30 me sentindo estranha. Cocô talvez? Coliquinha? Voltei a deitar com bolsa de água morna. Às 19e30 falei por whats com a doula Zezé que iria contar por uma hora estas coliquinhas/contrações. Não me deu muito crédito. Nem eu me dei. Afinal, não tive nenhum sinal antes! Fiz o pacote banho-cocô-contar: 18 contrações em uma hora… De 3 em 3 min por 40s. Zezé me pediu para tomar banho de novo, relaxar e curtir pois poderia ser TP falso ou pródromo mesmo…hum… Pacote de novo: banho-diarreia-vômito (sentada no vaso agarrada no balde de vômito…curtir? rsrsr). A partir dai peço que marido assuma o celular.

O “dream team” da humanização gaúcha estava em dois partos no hospital que eu tinha escolhido para dar à luz. Eu deveria ir para lá fazer avaliação e talvez voltasse para casa, pois meu desenrolar era meio atípico. Mal sabíamos que eu não só ficaria lá como também seria o primeiro nascimento dos 3 partos em andamento (3 comigo). Às 22e30 cheguei para avaliação. Quatro horas desde que as coliquinhas começaram e duas desde que apertaram em intensidade. Ah, antes de sair de casa perdi água clara com vérnix e parte do tampão na privada. Toque: bebe baixinho, colo finissimo 100% apagado e dois cm de dilatação. Mas teria jogo. E seria rápido. Foi o que disse Ricardo Herbert Jones.

E cumpriu-se a profecia do bruxo. Fiquei das 23h às 1h no chuveiro com a fada Zezé. Ela mais molhada que eu às vezes. Massagem. Óleo. Mantras da Kwan Yin minha deusa chinesa no celular da doula. Eu em forma de cavalo. De pé. Postura de mesa apoiando as mãos numa banqueta baixa. Joelhos esticados. Bola suíça entre as canelas. Não deu para sentar: tinha espinho (rsrsrs)! O espaço de tempo mais calmo era curto demais para que pudesse sentar. Rebolar também não deu. No máximo balancinho para frente e trás. E a menina dentro de mim estalando para sair. Ouvi isso. Uma “audição” interna. Uns “claques” por dentro.

Visualizava em minha mente água a escorrer pelo ralo em redemoinho no sentido horário e na máxima velocidade. A pia era minha pelve. Lá na rua, tempestade. Eu e Zezé no banheiro fumacento com as luzes apagadas debaixo do chuveiro. Entre um e outro abrir e fechar de olhos, neste meu “nirvana” nervoso, espiava pela janela de vidro os relâmpagos. Descargas elétricas varrendo o céu lá fora e dentro de mim uma enxurrada de força animal lavando minha alma com uma cáustica água benta. Não ardia. Era um amor violento lustrando meus espaços, lubrificando cada fibra muscular que eu tinha, acenando com bandeiras de chegada, bradando aos ventos que EU PODIA! QUE EU SEMPRE PUDE! Era a natureza louca tirando onda com seus poderes, regozijando-se ao extrair minha filha de dentro de mim. Porque era hora de respirar. Dentre tantas visualizações que tive, uma era que minhas extremidades eram patas de elefante que avançavam sobre folhas secas que ficavam para trás, sem vida. Folhas de medo, folhas sem a filha fora do útero, folhas de pedir anestesia, folhas de achar que não vai dar conta. Meus passos de elefante ficavam cada vez mais rápidos a cada chacoalhada que eu levava.

Jones monitorou com sonar portátil de forma intermitente o bem-estar da minha filha. Uma beleza. Quando achei que ia ser desossada pelo cóccix lembrei que isso poderia ser a “transição”- olha a intelectualização perigosa ai gente! Mas calei. E Jones me chamou para toque do lado de fora do chuveiro. O obstetra e a doula se falam telepaticamente. Ela falou em puxos. Eu pedi cocô. Ele disse “cocô nada, o nenê ta nascendo já já, escolhe tua posição que agora depende só de ti a hora da saída”. Que/???. De dois para dez cm em duas horas e meia? Exato. Então abracei a partolândia. Ensaiei um “de quatro” sobre lençóis no chão. Um cócoras agarrada numa barra da parede. Um Sim’s na cama. E o bruxo me sugere acocar na cama segurando uma barra circular que ele adapta ali. E a fada me põe acocorada ali. Me pede que segure a barra esticando braços e fletindo o pescoço na hora do puxo fisiológico. Não coordeno. O reflexo expulsivo vem junto com uma incontrolável vontade de estender costas e pescoço pra trás, como se tivesse andando de balanço.

Então marido e fada entram em cena para parir junto comigo, efetivamente. Zezé põe o marido a me sustentar de um lado, garantindo meu tronco perto da barra. E ela me ampara do outro lado, garantindo a flexão do pescoço. E assim foi. Acocorada com apoio bilateral físico e emocional, sob a regência do maestro Jones, tive um expulsivo de três ou quatro forças, com um círculo de fogo ameno e curto. Maitê veio serena. Com 3615g e 52cm. Tive uma laceração de pele lateral grau zero-um que teve 1 ponto de sutura opcional.

Tudo que disser além daqui será pequeno e pouco para traduzir a grandiosidade dos momentos que vivi e que já são eternos para nós. Teria que viver mil vezes tudo de novo para talvez conseguir colocar na linguagem das palavras o que ocorreu conosco. A vida, os seres humanos iluminados que me rodeiam, os deuses, a natureza, tudo foi muito a favor desta vivência “sobre-humana” que tive.

Enfim, no século das aberrações obstétricas, das taxas imorais de cesáreas e da tecnocracia de um sistema que quer seguir vendado à informação de relevância científica mundial, curei minhas feridas íntimas aquém do divã, curei na raça, carimbando minha sexualidade, meu gênero feminino, expondo o poder que sempre tive. E que todas têm. Mas a porta abre só pelo lado de dentro. Só a gente pode dar o passo inicial para isso hoje em dia, pois fizeram-nos desaprender a “andar de bicicleta”. Fizeram-nos crer que a maternidade como um todo é complemento, fru-fru, e não ancestralidade, não força vital.

 

Salve Doula Zezé.

Salve Dra. Ana Cláudia Esteves Codesso.

Salve Dr. Ricardo Herbert Jones.

Salve Enf. Obst. Zeza Jones.

Salve Ed. Fís. Andréia Aires.

Salve Fisioterapeuta Pélvica Ana Cristina Gehring.

Salve Inst. de Yoga Shana Gomes, por tudo que foram, são e serão em minha vida.

Simone Terracciano, Porto Alegre, 24 de setembro de 2015.

 

Workshop Luz de vida – Energia Vital

Estamos muito felizes em trazer para Porto Alegre, a psicóloga mexicana Yolanda Vargas, ela é amiga e foi parceira de Naoli Vinaver, por muitos anos quando esta vivia no México. Faz algum tempo que Naoli nos fala de Yolanda e de seu trabalho profundo com os aspectos psicofísicos e emocionais da gestação e do parto. Abaixo, seguem algumas informações a respeito do evento, espero que você goste e não perca essa oportunidade única!

Thiane grávida

Foto tirada por Shana Gomes

Neste workshop você vai descobrir o seu potencial de transformação, acordando seu corpo energético e sintonizando com suas emoções e corpo físico. Ao se sentir completa, é possível acessar sua parte mais profunda e gerar harmonia em seu Ser. Como consequência, a sabedoria do que é melhor para você e seu bebê, naturalmente se estabelece de forma profunda e consciente.

Vamos trabalhar desbloqueando a respiração e ampliando a capacidade de prazer, saúde e consciência. Você aprenderá a sensibilizar a sua energia e a dos outros (do seu bebê), para limpá-la, ampliá-la e fortalecê-la.

Abrindo os seus canais sutis (por onde circula a energia), através de técnicas como Chi Kung, você será capaz de melhorar a qualidade e suas capacidades para se manterem saudáveis, conectada consigo mesma, satisfeita e com maior consciência.

O workshop inclui uma sequência de Chi Kung para gestantes com o intuito de acrescentar a sua saúde e vitalidade, os fluxos vitais em conexão com o seu bebê. Isso tudo ajuda na preparação para o momento de entrega para parir e permitir o nascimento de seu bebê.

Mais informações, entre em contato pelo nosso e-mail: partoalegre@gmail.com, para preencher a ficha de inscrição, clique aqui: http://goo.gl/forms/Ir0HrXkyol

O mais profundo é a pele*

É com grande entusiasmo que divulgamos mais uma edição do Curso de Massagem em Gestantes e Puérperas, de acordo com os princípios do Ayurveda , ministrado por Angelica Pio!!!

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Você conhece os benefícios da Massagem em Gestantes e Puérperas? 

A gestação é um tempo muito especial na vida de qualquer mulher. Um momento de muitas mudanças: corporais, emocionais e espirituais.
Essas mudanças vão acontecendo às vezes lentamente e às vezes nem tanto, no decorrer de toda a gestação.
As mamas se modificam, a barriga vai crescendo… Na medida em que o bebê se desenvolve, os órgãos vão se acomodando para dar espaço para o bebê. O eixo corporal se modifica, as articulações ficam mais flexíveis e algumas delas ficam sobrecarregadas com o aumento do peso corporal. A coluna precisa ser realinhada. Sem falar na constante dança dos hormônios.
O corpo todo precisa encontrar uma nova maneira de estar no mundo.
E isso acontece ao mesmo tempo em que modificações vão acontecendo também na sua psique.
Afinal, nada acontece no corpo que não se reflita na mente e vice versa.
Quantas mudanças! Quantos movimentos!
Momentos de fragilidade, insegurança, introspecção… Momentos de força, alegrias e confiança…
E na medida em que as semanas avançam, novas inquietações com relação ao parto e à maternidade…
Neste mundo civilizado, urbano, onde não temos tempo para parar, nem mesmo quando estamos gestando uma vida, é preciso ao menos abrir uma brecha, criar um momento sagrado, de interiorização.Um momento em que a gestante possa estar consigo mesma. Um momento para cuidar não só do seu corpo, mas também da sua alma.
A massagem para as gestantes é uma oportunidade para que se crie essa brecha.
Contudo, é preciso conhecimento para que a massagem seja para o seu bem e não lhe cause nenhum mal.
A massagem feita de acordo com os princípios do Ayurveda, respeitando a individualidade de cada uma e usando os óleos adequados enriquecem mais ainda este momento, proporcionando a harmonização do Ser como um todo.
Mas se a massagem não for realizada com conhecimento, pode causar desarmonia nos doshas da gestante provocando desequilíbrio para a mulher e seu bebê.
Por exemplo: se o dosha Vata for aumentado durante a gestação, a criança poderá nascer com um desequilíbrio em sua constituição básica e apresentar sintomas como insônia, choro sem motivo, insegurança, dores, cólicas e gases…
A maioria das gestantes procura a drenagem linfática durante a gestação para evitar edemas e cúmulo de líquidos. Muitas massoterapeutas e fisioterapeutas oferecem essa técnica. Mas cuidado! Informe-se melhor. De acordo com o Ayurveda, a drenagem não é indicada, pois não devemos interferir mecanicamente na forma como cada corpo vai equilibrar o fluxo dos seus líquidos aumentados. E este não é um momento adequado para desintoxicação. Esse é um momento de nutrição. Então existe uma maneira adequada para oferecer esse cuidado sem causar prejuízos neste momento tão especial.
Com o nascimento do filho, as mudanças não param.
Agora aparecem novas experiências: a amamentação, as mudanças fisiológicas naturais do pós-parto, a recuperação do processo de trabalho de parto e parto, o dispêndio de energias para cuidar do novo ser, adaptações e readaptações conjugais e familiares…
Essa mulher precisa ser cuidada e nutrida, para que possa cuidar e nutrir seu filho. Neste momento a massagem também se apresenta como um recurso de extrema importância, oferecendo relaxamento, nutrição, equilíbrio e momentos de introspecção.

Alguns Benefícios:
Desenvolve a consciência corporal e sensorial
Alivia a sobrecarga nas articulações de suporte de peso
Alivia dores corporais resultantes da mudança postural (lombar, nervo isquiático…)
Alivia as tensões
Auxilia no realinhamento postural
Auxilia na diminuição de edemas
Ajuda na circulação sanguínea e linfática (sem que se utilize a drenagem)
Diminui os desconfortos comuns resultantes dos arranjos físicos
Tonifica e hidrata a musculatura
Previne a formação de estrias
Ajuda a quietar a mente
Equilibra os doshas (de acordo com o Ayurveda)
Promove nutrição dos tecidos
Promove um relaxamento profundo físico e mental
Promove a oportunidade de conexão consigo mesmo
Promove a oportunidade para que cada mulher encontre seu próprio equilíbrio físico, energético, mental e emocional.
Favorece o aprofundamento do vínculo mãe/bebê
Ajuda na preparação para o parto

Texto de Angelica Pio

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Veja o depoimento de algumas pessoas que já fizeram esse curso:

 “O curso contribuiu muito para ampliar meu olhar sobre a gestante, sobre mim mesma e sobre nossa relação com aquilo que nos nutre e pode nos colocar em harmonia ou desarmonia com o todo. A visão do Ayurveda é milenar, sustentada em grande sabedoria. Fico confiante em aplicar a massagem nas gestantes, sem causar-lhes danos. Aumento a conexão com a gestante, aprofundo todo trabalho que já realizo junto a ela. O conhecimento dos doshas e como equilibrá-los através da oleação é um grande benefício para ajudar a gestante a estar em equilíbrio com seu corpo, sua mente, suas emoções e suas relações, possibilitando maior conexão com sua verdade e com o ser que está se nutrindo de seu corpo, sua mente, suas emoções e suas relações.

Só tenho a agradecer de todo coração este trabalho tão lindo que aprendi e desenvolverei em meu ser e com outros seres. Gratidão!” Eliane Scheele Queiroga  Aprendiz de Parteira na tradição da Escola de Parteiras na Tradição Suely Carvalho – CAIS do Parto.

 

“Na gestação, mais do que nunca, a mulher precisa cuidar de si mesma. E ela também quer ser cuidada, quer ser tratada com delicadeza, com respeito e afeto. Mais do que nunca a mulher precisa se sentir segura para gerar uma nova vida e lidar com todas as emoções que podem surgir inesperadamente. A Angélica Pio ensina a aplicação da massagem com todos esses cuidados, salientando ainda que estaremos tocando um ser sagrado. Quando ela nos mostrou a aplicação, parecia estar dançando. O toque da massagem é suave, firme e fluido, o que passa para a gestante confiança e relaxamento e bem estar também em quem aplica. No curso se mesclou bem a técnica com a prática, além do espaço para a troca de experiências e curiosidades entre as participantes, o que deixou o curso ainda mais rico. Recomendo!” Belém Adams – Instrutora de Yoga para gestantes

 

“Como Doula, o curso de massagem em gestantes foi essencial. Quando atendemos uma gestante no parto, entramos em contato com seu corpo e com suas memórias. A massagem é uma ótima terapia, que auxilia a levar a gestante até suas profundezas pelo toque suave e intenso, para que consiga lidar melhor com suas emoções na hora do parto. Entre nós cria o vínculo e permite um conhecimento energético, amoroso, de confiança e cumplicidade!
Recomendo também pois a Angelica Pio é uma mestra que oferece seus conhecimentos de forma muito amorosa, com extenso conhecimento e sabedoria” Carla Ferraz – Doula e
Aprendiz de Parteira na tradição da Escola de Parteiras na Tradição Suely Carvalho – CAIS do Parto.

 

*Frase do título de autoria de Paul Valéry.

Novo Encontro Parto Alegre!

Gente querida,

dia 23 de fevereiro, teremos mais uma edição do Encontro Parto Alegre de férias. Nesse encontro, vamos ter a presença especial de mães e pais que passaram pela experiência de dar a luz de forma amorosa, respeitosa, em paz! Com todas as transformações, desafios e incertezas do caminho. Será um momento de partilha, pleno de trocas e relatos amorosos que vão fazer você ter mais pistas sobre o que é parto humanizado, hospitalar, domiciliar, enfim. Como é viver a chegada de um novo ser, valorizando cada momento e o tempo de cada um.

Compareçam!

Encontro Parto Alegre – Relatos de Parto

Dia: 23/02/15 – Segunda-feira
Hora: das 20h às 22h
Local: UNIPAZ – Rua Miguel Couto, 237 Bairro Menino Deus

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Esperamos por vocês!

Equipe Parto Alegre

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Congresso online e gratuito Nascer Melhor

A experiência do Nascimento Humano: como podemos fazê-la melhor?

Os maiores especialistas compartilhando aberta e GRATUITAMENTE seus conhecimentos para que você e seu filho tenham um nascimento mais amoroso, seguro e libertador.

Clique na Imagem abaixo e faça a sua inscrição!

O grupo Parto Alegre é apoiador desta iniciativa.

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Entendendo a “Partolândia”

renewal-picMuitas gestantes e casais escutam pela primeira vez em suas vidas, de suas doulas, parteiras, a expressão “Entrando na Partolândia“.

Sobre toda a ação hormonal que ocorre em nosso corpo durante o trabalho de parto (que nos leva à Partolândia), parto e pós-parto, já existem nesse blog excelentes e completos textos que se você ainda não leu, pode (e deveria) conferir aqui: Parto Extático – O modelo hormonal naturalmente previsto para o trabalho e aqui O parto e as origens da violência.

Fazendo a proveitosa leitura da obra “Yoga Nidra – O Sono Consciente”, de uma das professoras de yoga mais competentes que já conheci, a Gangadhara Saraswati, com quem também concluí minha formação de instrutora de yoga, li um pequeno trecho que explicava funções cerebrais e imediatamente lembrei-me do parto e da Partolândia, onde já estive durante a travessia da vinda da minha filhota Anahí.

Compartilho aqui com vocês abaixo:
“…o hipotálamo, região do cérebro que controla o sistema nervoso autônomo e integra as funções psicossomáticas e somatopsíquicas. O hipotálamo recebe informações do meio ambiente e de dimensões intrapsíquicas silenciosas do córtex cerebral. Ele é ricamente inervado pelas fibras do sistema límbico e pelo núcleo amigdalar na base do cérebro. Através dessa conexão, nossas respostas hormonais e fisiológicas estão diretamente influenciadas pelas nossas emoções… “

A última frase está destacada, pois na verdade ela é a que mais importa para entender algo vital num trabalho de parto: Nossas respostas hormonais e fisiológicas estão diretamente influenciadas pelas nossas emoções.

Antes de entrar nesse ponto, já que o título do texto fala da Partolândia, ela pode ser definida como um estado alterado de consciência e percepção externa da mulher, no qual ela pode ter visões, sensações, ouvir sons, ficar irritada, chorar muito, durante a fase mais avançada do trabalho de parto, geralmente, ou para outras já mais no início. Isso pode ou não acontecer, algumas mulheres, por motivos diversos, acabam ficando mais ligadas mentalmente e não experimentam esse estado, porém não quer dizer que seja bom ou ruim entrar “na Partolândia”, que quem experimenta essa sensação teve um parto melhor, e as outras são “menas mãe“, como dizem por aí nas redes sociais. Cada uma tem o tipo de parto que precisa pro momento da sua vida, cada experiência é única, especial e não passível de julgamentos.

Voltando à frase grifada acima, o que isso quer dizer exatamente? Uma coisa muito simples. Para que seja liberada a ocitocina, hormônio natural do corpo humano, que estimula as contrações uterinas e, com isso, age também na descida do bebê pelo canal do parto, ajudando o corpo na passagem do bebê, na amamentação e mais num tanto de coisas que os textos referenciados acima dizem, necessita-se de silêncio, respeito, empatia, delicadeza, flexibilidade, paciência, compreensão, etc. Toda essa lista fala das qualidades essenciais de uma equipe de parto, de uma equipe de centro obstétrico. Para que nosso corpo dê respostas fisiológicas e hormonais positivas durante o trabalho de parto e parto, nosso lado emocional precisa ser levado em conta, é simples, é química.

A mulher precisa de segurança no momento do parto e ela deve escolher o local que mais inspira essa confiança nela, seja o hospital, seja a casa de parto, seja sua própria casa. Há de se compreender, por parte das mulheres e das equipes de assitência, que se o lado emocional não for levado em conta, dificilmente o corpo responderá e toda a cascata de intervenções, que vêm acompanhadas de seus riscos, virá para “corrigir” a dinâmica do parto, quando na maioria das vezes, o que precisa de correção é a dinâmica da equipe, do hospital.

Portanto, deixem as mulheres entrarem na Partolândia, percorrerem seus túneis escuros ou iluminados, chorarem seus medos abraçadas em seus companheiros, suas doulas, suas mães ou em quem quiserem. Ficarem nuas, dançarem, caminharem, cantarem, rezarem, ficarem mudas. Respeitar e honrar em silêncio ou com palavras realmente necessárias uma mulher ganhando seu filho é o mínimo que alguém que está presenciando esse momento sublime pode fazer. E mulheres, permitam-se, a Partolândia é “um lugar” onde nem sempre vemos flores, mas saímos muito fortes de todo esse processo.

Abaixo dois poemas citados também no livro Yoga Nidra, que na minha opinião têm muito a ver com parir, ser mãe e assistir partos:

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida)
Isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender.
Deste ou Daquele Modo – Fernando Pessoa.

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.
Traduzir-se uma parte na outra parte – que é uma questão de vida ou morte – será arte?
Traduzir-se – Ferreira Gullar.

Um abraço com carinho e ocitocina.
Shana Gomes
Mãe, doula, instrutora de yoga.