Mãezinha? Não.

Dia das mães se aproximando e a equipe Parto Alegre debatendocomo referir-se a essa data com autenticidade, uma vez que por onde andamos, em outdoors nas ruas e outras mídias a mensagem de mãe/mulher consumista, que só da importância a roupas, cabeleireiro e maquiagem é espalhada como um vírus do patriarcado que insiste em querer parar de pé. O que sabemos é que isso está ruindo, a cada dia que passa as mulheres são mais respeitadas pela sua força e delicadeza, pela via da amorosidade. Cada vez mais mulheres buscam autonomia sobre seus corpos e sim, temos direito de nos maquiarmos  ou não, de nos depilarmos ou não, de estarmos com quem quisermos, quando quisermos.

A Parto Alegre busca ser um agente transformador, para que muitas possam inspirar-se e buscarem empoderamento para mudar um sistema falido que ainda tenta anular ou negar o potencial que temos de parir, gestar, nutrir nossos filhos. Uma mulher “bem-parida” contamina muitas outras em busca de partos mais dignos e respeitosos, um “bebê bem-nascido” muda a sociedade, confia no mundo extra-uterino, pois por ele foi recebido com carinho.

Que o sistema médico, que os obstetras e profissionais da saúde que ainda não se humanizaram, possam entender que aqui NÃO HÁ MÃEZINHA, mas sim lindas e poderosas mulheres que das vísceras ao coração conduzem novos seres a sonho incrível, maluco e desafiador que é estar no planeta Terra como SER HUMANO.
Um SALVE a cada mulher, que pariu ou que precisou de uma cesárea, um salve a cada mãe, avó, cada uma que carrega dentro de si a semente do cuidado e do amor sem medidas, reservas ou fronteiras.

Para homenagear todas as mulheres e mães, escolhemos esse vídeo, o nascimento da Pérola.
Nosso amor e sentimento profundo de agradecimento a Marcela Flueti por compartilhar sua intimidade, Equipe AMA NASCER e ALÉM D’OLHAR por esse vídeo tocante, que vai com certeza contaminar positivamente milhares de mulheres na teia cibernética.

Com carinho, Equipe Parto Alegre
Amanda, Ana Terra, Débora, Luísa e Shana.

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Alguma dúvida sobre o quanto é benéfico praticar yoga na gestação? Na foto acima, a instrutora Shana Gomes praticando 1 mês antes de parir naturalmente sua filha Anahí.

Praticas regulares todas as terças e quintas-feiras no Poneshi Centro de Yoga e Meditação, as 9h.
Aula experimental gratuita. Informações: shanafgomes@gmail.com ou 51-92467726

10 BENFÍCIOS DA PRÁTICA DE YOGA NA GESTAÇÃO
Honre a vida que está em seu corpo hoje! Pratique a compaixão amorosa por si mesma e por seu bebê. Yoga na gestação é uma das melhores práticas que você pode cultivar para desfrutar deste momento de intensas mudanças corporais e internas.
É importante que você encontre a prática ideal para o seu perfil, no caso de gestantes, uma instrutora capacitada para entender as demandas desta condição especial.
Experimente e ouça o que seu corpo tem a dizer, em pouco tempo você sentirá os benefícios.
Por falar nisso, observe abaixo 10 benefícios da prática de Yoga na gestação:

1. Desenvolve resistência e força
A medida que o bebê cresce dentro do seu corpo, é necessário mais energia e força para ser capaz de suportar o peso. Com a prática você fortalece os quadris, costas, braços e ombros.

2. Equilíbrio
Nosso equilíbrio corporal é desafiado a medida que o bebê cresce. Somos desafiadas também emocionalmente devido ao aumento de progesterona e estrogênio. Com a concentração na respiração em cada pose do yoga somos capazes de ajustar o nosso equilíbrio, física e emocionalmente.

3. Alivia a tensão na lombar, quadris, tórax, dorsal, pescoço e ombros.
Com aumento do tamanho do bebê, maior pressão é exercida sobre estes grupos musculares específicos. Há uma tedência a aumentar a curva da lombar devido ao aumento do tamanho das nossas barrigas, os quadris são afetados devido à pressão adicional de peso do bebê na barriga. Com o aumento dos seios, há mais tensão na parte superior das costas e no peito, além dos ombros e do pescoço.

4. Acalma o sistema nervoso
Através da respiração profunda, ativamos o sistema nervoso parassimpático, que é responsável pelo relaxamento. Quando está nesse modo, a digestão funciona melhor, dormimos melhor e também aumentamos o potencial imunológico.

5. Preparação para o trabalho de parto
Relaxando no desconforto: trabalhar com consciência em cada respiração durante as posturas pode ser por vezes desafiador. Praticar isso durante as aulas de yoga é inspirador para o trabalho de parto, pois não será uma novidade manter-se focada e relaxada durante as fortes sensações das contrações. Enquanto você inspira, você reconhece onde está sua tensão a medida que solta o ar, vai liberando também os desconfortos.

6. Conexão com o bebê
O yoga na gestação nos ajuda a acalmar o ritmo interno e entrar em contato com o que está acontecendo com nossos corpos. Através do controle da respiração exercido em cada asana, nos tornamos mais conscientes do que estamos vivendo internamente e criamos uma atmosfera acolhedora e segura para o bebê

7. Melhora a circulação
Com o alongamento das juntas e músculos durante a prática melhoramos a circulação do sangue em nossos corpos, diminuindo o inchaço.

8. Trabalho respiratório
Uma maravilhosa ferramenta para o trabalho de parto. Respiração calma e consciente mantém ativo o sistema parassimpático e regula a pressão sanguínea, mantendo bem oxigenado o bebê.

9. Trocas entre gestantes
Desfrute da prática ao lado de quem está passando pelo mesmo momento que você, troque informações e dicas com quem entende o que você está sentindo.

10. Tempo de nutrir-se
A prática de yoga nos permite dar um tempo na correria do cotidiano. As aulas criam um espaço para manifestar sua inteção de auto-cuidado bem como do seu bebê.
Tradução livre do artigo http://www.fitpregnancy.com/…/pr…/10-benefits-prenatal-yoga…

https://partoalegre.wordpress.com/2015/10/14/2716/

Massagem em bebês, por que fazer?

Hoje vamos falar sobre a importância da massagem nos bebês, sobre seus benefícios e vamos convidá-la/o a participar do nosso curso de massagem para bebês.

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As sensações corporais e o tato são a primeira forma de contato do ser humano com o mundo. Sentir por meio da pele nos remete a um tempo muito distante, desde a época intrauterina. Por isso, o toque amoroso, a massagem, nos traz tanto aconchego, conforto e segurança. O corpo de nossa mãe com sua temperatura e movimento são o nosso casulo por nove meses e nele nos sentimos seguros. Quando nascemos tudo se torna diferente, entramos em contato com um ambiente vasto, sem fronteiras para um bebê que até bem pouco tempo estava num espaço bastante limitado com uma temperatura estável, sentindo até onde ia seu corpo e começava o de sua mãe.

Por meio da pele sentimos, respiramos e tomamos conhecimento de nossos limites. A pele é uma extensão de nosso sistema nervoso e por isso, através dela as emoções brotam. Não é a toa que, quando estamos muito sensíveis, estamos “a flor da pele”. E muitas vezes, uma forma de acalmar um bebê que chora sem parar é aconchegá-lo no colo, embalar, criar um espaço que o remeta ao tempo em que se sentia seguro dentro da barriga de sua mãe.

Sociedades milenares sabem disso há muito tempo e criaram em suas culturas formas muito especiais de acalentar seus bebês para dar conta de seus choros, suas cólicas e qualquer dor, tristeza ou sentimento de insegurança. Nessas culturas, geralmente há formas de criar um casulo para o bebê com panos que o envolvam e o lembrem do útero; massagens que o tragam a sensação de continente, de cuidado e que comuniquem a ele o quanto é amado e que ele pode confiar nessa nova experiência de vida. Tudo isso torna sua adaptação a esse novo mundo mais fácil e suave, além de desfazer qualquer trauma que tenha sido vivido no parto, segundo Eva Reich em seu livro Energia Vital pela Bioenergética Suave.

Neste livro, Eva Reich fala da importância de uma massagem suave, desenvolvida por ela e aplicada em bebês prematuros dentro de incubadoras. Sua massagem em razão de sua suavidade e capacidade de transformação da energia vital que passa a circular de uma forma muito mais fluida ganhou o nome de Massagem Borboleta. Ela desenvolveu essa técnica nos anos 1960, ao perceber que ao tocar os bebês prematuros isolados em incubadoras, esses tinham visíveis melhoras.

A massagem pode ser um meio simples e profundo de comunicação com seu bebê, pode ser uma forma de dizer que esse novo ser é bem-vindo e muito amado. A psicóloga Tiffany Field, depois que se tornou mãe de bebê prematuro e testemunhou os efeitos calmantes da massagem, começou a estudar, em 1982, a relação das massagens com a prematuridade e dez anos depois estabeleceu o primeiro grupo de estudos sobre o tema na Universidade de Miami, o Touch Research Institute. Um desses estudos mostrou que bebês prematuros massageados por quinze minutos três vezes por semana ganhavam 47% de peso mais rápido que outros bebês não massageados e deixados nas incubadoras.

A massagem é uma forma amorosa de tocar, ajuda no desenvolvimento emocional, sensorial e intelectual da criança, pois é um bebê estimulado que recebe atenção, cuidado e segurança por meio do toque. É uma forma de olhar, de criar intimidade. – Pais relatam que depois que passaram a fazer massagem em seus filhos aprenderam a compreender muito melhor seus choros, seus desejos, vinculam-se melhor com seus filhos. O processo da massagem contém todos os elementos que auxiliam no fortalecimento e criação de vínculo entre mãe, pai e bebê.

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Assim, a massagem e o toque são uma forma de alimentar nossos bebês, são uma forma de amor e de reconhecer aquele ser humano, de dar nascimento a ele. Como coloca Frédérick Leboyer no livro Shantala, “é preciso falar com suas costas, preciso falar com sua pele que têm tanta sede e fome quanto seu ventre. Sim! Os bebês tem necessidade de leite. Mas muito mais de serem amados e receber carinho”.

Por isso, no dia 17 de outubro, sábado, às 14h, em São Leopoldo, o Grupo Parto Alegre irá oferecer um workshop sobre Shantala e Massagem Borboleta. Nesse curso vamos ensinar as duas técnicas, contar um pouco de sua história e seus benefícios, além de indicar a idade aconselhada de cada uma das técnicas. Vamos também falar sobre os óleos a serem utilizados, melhor momento para a massagem, o banho e a massagem e formas de acalentar nosso bebê com o uso de wrap sling (pano para carregar bebê).

Mais informações sobre o curso clique aqui ou envie e-mail para partoalegre@gmail.com.

Aguardamos vocês!

Grupo Parto Alegre

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Lei do Acompanhante – Faça com que seja cumprida!

Postamos abaixo um recado da ReHuna, Rede da Humanização do Nascimento:

Desde dezembro de 2013, os hospitais são obrigados a afixar um aviso na entrada comunicando que as parturientes têm direito a acompanhante (ver no link abaixo http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12895.htm)
Vamos verificar se a lei está sendo cumprida, e denunciar aqueles que não cumprem. Onde denunciar:
Pode ser na ouvidoria do SUS:
http://ouvprod01.saude.gov.br/ouvidor/CadastroDemandaPortal.do
Pode ser no Ministério Público. Para ver qual unidade é a mais próxima de sua localidade, veja neste link
http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/
Vamos fazer valer esta lei, direito das famílias, que foi proposta pelo Núcleo de Santa Catarina da ReHuNa!
Por favor divulguem a ativistas, mulheres, casais…

Aproveitando o ensejo o grupo Parto Alegre compartilha com vocês o folheto elaborado pelo hospital (dos sonhos de qualquer cidade) Sofia Feldman, em Belo Horizonte, para guiar o acompanhante durante sua estadia no hospital. Lembrando que neste hospital, ao contrário da maioria dos de Porto Alegre, a doula não é considerada acompanhante e sim parte da equipe de assistência, elas é bem-vinda e inclusive recebe treinamento do hospital. Nossa cidade precisa evoluir seriamente neste quesito!

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Para saber mais sobre o Sofia Feldman:
www.sofiafeldman.org.br

Para saber mais sobre a ReHuna:
www.rehuna.org.br

Receitas da Naoli!

parterasPara entrar no clima do nosso curso que está chegando, nossa imersão com a querida Naoli Vinaver, publicamos abaixo uma lista de valiosas receitas que ela, com toda sua sabedoria, nos ensina. As parteiras tradicionais, tanto mexicanas, quanto de outras culturas, trazem consigo um conhecimento ancestral muito rico, nos ensinam remédios que muitas vezes estão ao nosso alcance, mas não conseguimos identificar. Quem participar com o grupo Parto Alegre da segunda jornada com a parteira Naoli Vinaver, aprenderá isso e muito mais!  Lembrando: Solicite sua ficha de inscrição via partoalegre@gmail.com

Abraços carinhosos
Equipe Parto Alegre

Fonte das receitas:  www.nacimientonatural.com
Obs.: O texto está em espanhol, mas bastante compreensível, se alguma palavra ficar confusa, certamente o tradutor do google poderá dar uma mãozinha ;-)
Boa leitura!

Recetas y recomendaciones para el embarazo, parto y postparto
Por Naolí Vinaver

En el mundo entero, la humanidad se ha apoyado para sus prácticas cotidianas y para resolver sus dificultades en los conocimientos acumulados a través de las generaciones. A ésta acumulación de conocimientos puestos en práctica a través del tiempo de les llama “tradiciones”. Muchas veces a las tradiciones se las hace a un lado por considerarse “obsoletas” o pasadas de moda, sin embargo muchas de ellas formaron parte vital de una dada cultura durante siglos, lo cual generalmente habla bien de los resultados positivos que debe de haber tenido en dicha cultura. A continuación presento varias recetas y recomendaciones útiles para situaciones específicas que pueden ser corregidas. Esta página está apenas naciendo, y aunque se cuentan con MUCHAS recetas y recomendaciones, comenzaremos apenas con unas pocas por falta de tiempo. Sin embargo, por favor visítenos de vez en cuando que seguramente habrá sorpresitas…!

 ❖ Receta del Té Mexicano de Chocolate y Canela Para Parto 
De Naolí Vinaver

Se pone a hervir 1 litro de agua y se le agrega dejando hervir por 15 minutos:
•2-3 rajas de canela.
•Un buen trozo de chocolate, tan puro como sea posible.
•5-10 bolas de pimienta negra entera.
•3 hojas de aguacate, secas o frescas.
•1-2 ramas de romero, de preferencia fresco pero puede ser seco.
•Azúcar morena al gusto, o bien miel agregada a la taza antes de beber.

Ingredientes opcionales para aumentar el efecto de las contracciones:
•Jengibre fresco en rebanaditas.
•1-2 cucharaditas de páprika o pimentón rojo en polvo.
•Orégano, albahaca y tomillo en cantidades de media cucharadita.
•6-8 hojas frescas (o secas) de Zoapatle (montanoa tomentosa).
•1 cucharada de tintura de zoapatle en brandy.

Beber este té generosamente durante el trabajo de parto para calentar, estimular, relajar y a la vez energizar el cuerpo de la parturienta.  La partera y dobla así como el compañero pueden beber el té, solamente sin los ingredientes opcionales.
Este té puede asimismo beberse para estimular el comienzo del trabajo de parto en casos en que las fechas se acerquen a la semana 42.

❖ Deliciosas Recetas de Atoles y Lechadas Nutritivos y Refrescantes para Consumir Durante el Embarazo y en Especial Durante la Lactancia Materna.

ATOLE de AJONJOLÍ
Se hace un atole blanco con masa o con maicena con una raja de canela y azúcar. Aparte se tuesta ajonjolí, se muele y se le agrega al atole y se deja hervir.

El atole de masa se hace diluyendo la masa con la mano y un poco  de agua, se cuela y se pone a hervir con la canela y el azúcar.

LECHADA de ALMENDRA
Se remojan toda la noche de 6 a 10 almendras en un vaso de agua. Se pelan y se muelen con el agua y una cucharadita de miel y unas gotas de vainilla.

AGUA de PEPITA de CALABAZA
Se tuesta pepita de calabaza (sin pelar) con una raja de canela; se muele en la licuadora con poca agua y se va colando.  Se necesita moler dos o tres veces. Si se quiere se le puede poner leche y se endulza al gusto.

❖ Bebida Alta En Proteína para Evitar o Corregir la PRE-ECLAMPSIA ❖  Durante el Embarazo

Pep-up/Fortified Milk – 84 grams protein
•2 c. fresh whole milk
•½ c. powdered milk (non-instant)
•1 T. yeast, gradually increase to ¼ – ½ c.
•1 t. vanilla
•1 T. vegetable oil
•½ c. favorite or undiluted frozen orange juice
•2 raw eggs
•½ egg shell or ½ t. bone meal or 2 T. calcium gluconate or 1 T. calcium carbonate/lactate
•1 T. lecithin
•¼ t. magnesium oxide – add immediately before serving or take in tablets

Blend in blender – liquefier

Start with 1/4th c. at each meal – gradually increase quantity to 1 qt./day
* Calcium cannot be properly absorbed without magnesium. Magnesium oxide is tasteless but develops unpleasantly if allowed to stand.  It is extremely laxative.

❖ BAÑO DE HIERBAS TRADICIONAL PARA EL POSTPARTO 

El baño de hierbas tradicional mexicano se acostumbra dar durante los primeros 40 días de post-parto a las mujeres que quieran disfrutar de una mejor y más rápida recuperación. El baño ayuda a que la mujer elimine toxinas, líquido y cansancio acumulados, así como a que sus tejidos y huesos vuelvan a su lugar después de haberse expandido y abierto durante el embarazo y parto. Para muchas mujeres este baño de post-parto tradicional representa una parte vital del proceso de su recuperación, y es cuando ellas pueden abierta y relajadamente recibir cuidados que las nutrirán para ellas a su vez poder continuar cuidando de sus bebés. De preferencia se recomienda dar una secuencia de tres baños, comenzando con el primero después de la bajada de la leche, como de 5-7 días post-parto. El segundo, en la segunda semana y el tercero entre los 20-40 días post-parto. Si no se pudieran dar más que uno o dos baños, de todas maneras es preferible darle uno a que no reciba ninguno. Cuando la mujer ha sangrado mucho enseguida del nacimiento y ha quedado con una marcada deficiencia de hemoglobina, se recomienda esperar al menos dos semanas para su primer baño, de otra manera corre riesgo de desmayarse a causa del calor intenso del baño. Si la mujer ha sido suturada del periné o ha sufrido una operación cesaria, puede recibir de todas formas aprovechar el baño de post-parto, a partir de los 5 días después del parto. Normalmente el baño de hierbas viene después de un masaje de cuerpo entero que toma aproximadamente una hora de tiempo. Las hierbas tienen que estar previamente hervidas la noche anterior por un tiempo aproximado de 20-30 minutos. Se apagan y tapan en espera del día siguiente. Durante el baño la mujer debe de estar completamente encerrada en un ambiente hermético para evitar corrientes de aire. De preferencia en un espacio reducido que puede ser armado con cobijas o fibras plásticas. La mujer se sienta en una bandeja con las piernas recogidas y se le va agregando la infusión de hierbas poco a poco a una temperatura tan caliente como le sea posible soportar sin dañar su piel. Cuando se haya acostumbrado al calor, se le van dejando caer desde la cabeza los chorros del té caliente, hasta terminar. Se debe asegurar que el té le penetre bien por la vagina, creando oleajes con las manos para que le bañe los tejidos pélvicos suficientemente. Al final, se le proporciona una rameada vigorosa con las fibras y ramas de las plantas medicinales en todo el cuerpo, instigando la circulación de su piel. Para terminar, se envuelve a la mujer en sábanas y cobijas sin permitir que el aire frío toque su piel ni su cabeza, dejando solamente los orificios de la nariz expuestos para su respiración. Se lleva a acostar por un tiempo de una hora aproximadamente, para que el calor absorbido por el baño y el beneficio de las hierbas le permitan sudar, sudar y sudar… Nota: Es importante ofrecerle tragos de té caliente (canela, romero, manzanilla y santamaría) con miel varias veces durante todo el proceso, incluso el tiempo para sudar, de lo contrario, la mujer puede experimentar fuertes dolores de cabeza por deshidratación. RECETA: 3-4 ramos grandes de Romero (Rosmarinus officinalis) 2 puños de Manzanilla (Matricaria chamomilla) 1 ramo de Santamaría (Tagetes florida) 1 ramo grande de Árnica (Gaillardia, sp.) 20 Hojas de Olivo (Olea europaea) 1 ramito de ruda fresca (Ruta chalepensis) 3 ramos o puños grandes de Albahaca (Ocimum basilicum L.) 15 cáscaras de nuez de castilla (Juglans sp.) 1 puño de Sauce Blanco desmenuzado (Salix bomplandiana) 1 rajita de canela, solamente en casos de personas que no sufran de hipersensibilidad de la piel (Chrysophyllom mexicanum).

Métodos Naturales Para La Estimulación del Parto

En caso de que el embarazo ya haya llegado a la semana 41+3 días, o que existan otros motivos fundamentados para querer estimular el inicio del trabajo de parto, pueden llevarse a cabo algunos o todos los siguientes procedimientos y actividades en el orden del primero al último de ellos, considerando que están enlistados de menor a mayor obtrusividad. Sin embargo, la efectividad de unos y de otros no es necesariamente menor en los procedimientos más sencillos, por lo que se recomienda efectuarlos de forma rotatoria para dar oportunidad al organismo de ser estimulado nuevamente.

  • Caminar de manera activa y constante, llevando un ritmo como si se quisiera “llegar pronto”, durante una buena hora un par de veces al día.
  • Tener relaciones sexuales, de preferencia aunado a la eyaculación masculina (dentro de la vagina) por el efecto que las prostaglandinas seminales tienen en madurar al cérvix. Así mismo, el orgasmo femenino produce descargas de oxitocina, que ayudan a estimular el inicio del parto. NOTA: si la bolsa de aguas ya se ha roto, evitar introducir a la vagina el pene, limitándose a estímulos sexuales externos.
  • Estimulación de pezones con los dedos o con la boca. Esto promueve la producción de la oxitocina. Se recomienda hacerlo por periodos de 10-15 minutos, tres o cuatro veces al día.
  • Caullophyllum 30C Cimicifuga 30C son medicamentos homeopáticos, que se toman alternadamente cada dos horas por un total de 6 dosis en 4 horas. Al día siguiente nada, repitiendo el mismo protocolo al tercer día si fuera necesario.
  • Aceite de Ricino: tomar 2 onzas en jugo de naranja y si acaso es necesario, otras 2 onzas dos horas más tarde de la misma manera. Esto probablemente provocará diarrea que a su vez estimulará de manera indirecta las contracciones uterinas.
  • Enema aplicado rectalmente con agua tibia o al tiempo. Se procura retener por unos 15-20 minutos antes de ir al baño. Se repite al día siguiente si el trabajo de parto no ha comenzado aún.

Recuerde que todos éstos métodos son naturales, y por lo tanto no tienen efectos nocivos. Por el contrario, pueden llegar a ser muy efectivos. Una vez que comience el trabajo de parto activo, si éste se establece clara y efectivamente, estos remedios pueden descontinuarse para permitir que el organismo continúe su proceso de manera espontánea.   ¡No se desespere! Y sí sea disciplinado.
Muchas veces es tan solo cuestión de unas horas para que se pase de “nada” al trabajo de parto tan esperado.

 

 

O desmame guiado pelo bebê

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Compartilhamos um site que fala sobre alimentação dos bebês. Algo que já abordamos por aqui: a importância de deixar a criança conhecer os alimentos, as texturas, os gostos de forma natural e exploratória.

Abaixo, está a postagem, uma mãe primeira viagem que relata suas experiências e pesquisas sobre cuidados com seu primeiro bebê, clique aqui.

Um trecho o post: “BLW = Baby-Led Weaning, que significa “Desmame guiado pelo bebê”. Trata-se de um método de ‘introdução de sólidos’ na forma de sólidos realmente, e não de papas. A idéia é dar ao bebê o alimento em pedaços grandes para que ele possa agarrá-lo para lamber, chupar e comer o quanto quiser. A relação disso com o desmame, é que ao aprender a comer naturalmente e escolher quando, quanto e como quer comer, o bebê vá, sozinho, decidindo por mamar menos até chegar ao desmame completo e natural”.

A mãe afirma que há pouquíssimo material sobre o tema no Brasil, por isso ela traduziu na postagem, um pdf que encontrou sobre o assunto. Aqui vai o pdf, original, em inglês.

Boa leitura!

Abraços, Equipe Parto Alegre

Encontro Parto Alegre sobre Parto Domiciliar

Gostaríamos de deixar registrada aqui no nosso blog nossa imensa alegria pela casa cheia de ontem. Aquecemos nossos corações com tantas pessoas bacanas ao nosso redor!
Fizemos trocas valiosas e já tivemos feedbacks muito positivos de pessoas que se abasteceram de informações e se encorajaram para realizar seus partos em casa.

Gostaríamos de avisar a todos também que estamos procurando um novo espaço para melhor acomodar a tod@s, o próximo encontro já será em novo endereço, comunicaremos em breve!

Agradecemos a presença iluminada de cada um, agradecemos também a querida Lua Cezimbra que nos permitiu mostrar seu lindo vídeo de parto, o qual emocionou muitos dos presentes.

Abaixo deixamos vocês com algumas fotinhos do encontro e também com vários links para consulta sobre o tema do Parto Domiciliar. Há também o link de um estudo sobre episiotomia solicitado por uma das gestantes que participou do evento de ontem.

– Estudo Holandês que comprova que gestantes de Baixo Risco podem ter seguramente seus partos em casa.
http://www.bmj.com/content/346/bmj.f3263

– Reportagem da BBC sobre o estudo holandês citado acima.
http://www.bbc.co.uk/news/health-22888411

– “O Mito do Parto Domiciliar” Por. Dr. Mercola – Tradução Dra. Melânia Amorim
http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/guest-post-o-mito-do-parto-hospitalar.html

– Texto da Dra. Melânia Amorim (Phd) sobre Parto Domiciliar
http://guiadobebe.uol.com.br/parto-domiciliar-direito-reprodutivo-e-evidencias/

– Parto em casa – Passo a Passo por Ana Cristina Duarte (obstetriz)
http://bibliografiadadoula.wordpress.com/2013/09/02/parto-em-casa-passo-a-passo-por-ana-cris-duarte/

-Estudo sobre episiotomia na obstetrícia moderna
https://www.dropbox.com/s/fdedloy707ubtsl/Episiotomia%20na%20Obstetr%C3%ADcia%20Moderna%202013%20aula%20UFCG.pdf

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O Parto e as Origens da Violência

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Nascido na França em 1930, Michel Odent estudou medicina na Universidade de Paris, especializando-se em cirurgia geral, obstetrícia e ginecologia. Sua liderança inovadora da Unidade Obstétrica de um hospital estadual na pequena cidade de Pithiviers no norte da França de 1962 a 1986 trouxe o mundo à sua porta. De 1986 a 1990 ele foi incumbido pela Organização Mundial de Saúde para relatar partos domiciliares planejados em países industrializados. Após mudar-se para Londres em 1990, Dr. Odent organizou o “The Primal Health Research Centre” e se tornou um scholar-teacher itinerante para grupos ao redor do mundo. Ele já publicou mais de 30 artigos profissionais e nove livros publicados em 19 línguas. Ele é editor do “Primal Health Research”, um jornal sobre as conseqüências em longo prazo das condições ambientais no útero, no parto e na infância. 

Prevenir a violência ou desenvolver a capacidade de amar: qual perspectiva? Qual investimento?

Nas histórias de vida de grandes figuras associadas ao amor, tais como Vênus, Buda e Jesus, a maneira na qual eles nasceram é apresentada como uma fase crítica. Por contraste, as biografias de políticos famosos, escritores, artistas, pessoas de negócios e clérigos geralmente se iniciam com detalhes sobre sua infância e educação. Poderia esta diferença indicar que o parto é um tempo crucial no desenvolvimento de nossa capacidade de amar?

As ciências biológicas dos anos 90 estão mostrando agora que a primeira hora seguinte ao parto é um período crítico no desenvolvimento da capacidade de amar. Enquanto a mãe e seu recém nascido estão próximos um do outro após o parto, eles ainda não eliminaram de seu sistema os hormônios que ambos secretaram durante o processo do parto. Os dois estão em um equilíbrio hormonal especial que durará apenas um curto período e nunca mais acontecerá. Se nós considerarmos as propriedades destes diferentes hormônios e o tempo que leva para eliminá-los, nós entenderemos que cada hormônio tem um papel específico a desempenhar na interação entre mãe e bebê.

Estes mesmos hormônios estão envolvidos em qualquer aspecto do amor. Dados recentes tirados de diferentes ramos da literatura científica apresentam uma nova visão da sexualidade. Há um hormônio do amor, e também um sistema de recompensa que opera cada vez que nós, animais sexuais, fazemos alguma coisa que é necessária para a sobrevivência da espécie.

A ocitocina é um hormônio que está envolvido em qualquer aspecto do amor. Ela é secretada por uma estrutura primitiva do cérebro chamada hipotálamo, então ela é absorvida pela glândula pituitária posterior, e, de repente, é lançada na corrente sanguínea em circunstâncias específicas. Até recentemente, se pensava que a ocitocina fosse um hormônio feminino cuja única função fosse estimular as contrações do útero durante o parto e expulsão, e as contrações dos seios durante a lactação. Agora ela é vista como um hormônio feminino e masculino envolvido em todos os diferentes aspectos da vida sexual.

Papel na excitação sexual

O papel da ocitocina durante a excitação sexual e o orgasmo veio à tona recentemente. Claro, houve inúmeros experimentos com a ocitocina em ratos e outros animais. Por exemplo, quando aves domésticas e pombos recebem injeções de ocitocina, a maioria deles começa a dançar, a agarrar a crista uns dos outros e copular uns com os outros,  após um minuto da injeção. Por muitas décadas, a ocitocina tem sido usada para estimular animais em cativeiro a copular. Nós agora temos estudos científicos dos níveis de ocitocina durante o orgasmo entre humanos. A equipe de Mary Carmichael da Universidade de Stanford na Califórnia publicou um estudo no qual os níveis de ocitocina entre homens e mulheres durante a masturbação e o orgasmo foram medidos em amostras de sangue coletadas continuamente através de cateteres venosos.

1.    Os níveis de ocitocina durante a auto-estimulação antes do orgasmo foram mais altos nas mulheres do que nos homens. De fato, eles são mais altos durante a segunda fase do ciclo menstrual do que na primeira fase. Durante o orgasmo, as mulheres atingiram um nível mais alto de ocitocina do que os homens, e as mulheres com orgasmos múltiplos alcançaram um pico mais alto durante o segundo orgasmo. Durante o orgasmo masculino, a liberação de ocitocina ajuda a induzir a contração dos vasos da próstata e duto seminal. O efeito imediato da liberação de ocitocina durante o orgasmo feminino é induzir as contrações uterinas que ajudam no transporte do esperma até o óvulo. Isto foi demonstrado muito cedo, em 1961, por dois cirurgiões americanos durante uma operação ginecológica. Antes de fazer a incisão abdominal, eles introduziram partículas de carbono na vagina da mulher, próximo ao colo do útero, e ao mesmo tempo, deram a ela uma injeção de ocitocina. Mais tarde eles encontraram partículas de carbono nas Trompas de Falópio.

2.    Como muitos antropólogos já fizeram, Margaret Mead notou que muitas sociedades simplesmente ignoraram o orgasmo feminino, mas explicou que este não tem função biológica.

3.    No mesmo estágio na história das ciências biológicas, Wilhelm Reich também foi incapaz de explicar o papel reprodutivo do orgasmo.

4.    Hoje os dados científicos à nossa disposição sugerem uma visão absolutamente nova do orgasmo feminino.

Hormônio do Amor Altruísta

É claro que uma liberação de ocitocina é necessária durante o parto: os obstetras já sabem disso há muito tempo. Mas até agora eles não têm se interessado no pico de ocitocina que é liberada logo após o nascimento do bebê. A importância deste pico é aumentada quando ligada ao conhecimento de que a ocitocina pode induzir um comportamento maternal. Quando ela é injetada no cérebro de ratos machos virgens, eles começam a tomar conta dos filhotes e a se comportar como mães. Se, ao invés disso, antagonistas da ocitocina forem injetados no cérebro de mamães ratas logo após o nascimento, elas não tomam conta direito de seus filhotes. Pode-se afirmar que um dos maiores picos de secreção do hormônio do amor que uma mulher pode ter em sua vida é logo após o parto, se o parto acontecer sem intervenções com hormônios substitutos. Também parece que o feto libera ocitocina que poderia contribuir para o começo do trabalho de parto, e isso pode moldar a capacidade do próprio bebê de liberar o hormônio do amor.

Nós também sabemos mais hoje sobre a liberação de ocitocina durante a lactação. Foi recentemente mostrado que assim que a mãe ouve um sinal de seu bebê com fome, seu nível de ocitocina aumenta. Um paralelo pode ser feito com a excitação sexual que começa antes que haja qualquer estimulação da pele. Quando o bebê suga, os níveis de ocitocina liberados pela mãe são quase os mesmos que durante o orgasmo – outro paralelo entre estes dois eventos na vida sexual. Além do mais, há ocitocina no leite humano. Em outras palavras, o bebê que é amamentado absorve uma certa quantidade de hormônio do amor via trato digestivo. Mais ainda, quando dividimos uma refeição com outras pessoas, nós aumentamos o nível de ocitocina: a única conclusão possível é de que a ocitocina é um hormônio altruísta, um hormônio do amor.

Então, qualquer episódio da vida sexual é caracterizado pela liberação de um hormônio altruísta; também é recompensado pela liberação de substâncias parecidas com a morfina. Estas “endomorfinas” são hormônios de prazer e também são analgésicos naturais. Durante a relação sexual, ambos os parceiros liberam altos níveis de endomorfinas. Algumas pessoas que sofrem com enxaqueca sabem que a relação sexual é um remédio natural para dores de cabeça. A endomorfina liberada durante a cópula em diferentes espécies de mamíferos é bem documentada. Por exemplo, níveis de beta endorfinas no sangue de hamsters machos após sua quinta ejaculação são 86 vezes maiores do que a dos animais de controle.

A liberação de endorfinas durante o parto e nascimento já foi estudada entre os humanos. Os novos dados que temos à nossa disposição mudaram radicalmente a base dos debates que era comum há 40 anos: a dor durante o parto e nascimento é fisiológica ou é o resultado de um condicionamento cultural? Hoje, o conceito de dor fisiológica é aceito, mas há um sistema compensatório de proteção na liberação de opiáceos naturais. Este é o início de uma longa cadeia de reações: por exemplo, as beta-endorfinas liberam ocitocina, um hormônio que dá o toque final à maturação dos pulmões do bebê e é necessário para a secreção do leite pelos seios. Ao mesmo tempo, a ocitocina ajuda na ejeção do leite.

Esta liberação de endorfinas durante o processo do nascimento dá a oportunidade de enfatizar que nos anos 90, não se podia separar o estudo da dor do estudo do prazer. O sistema que nos protege da dor é um que também nos dá prazer. Hormônios de Prazer e de Ligação. Durante o parto, o bebê libera suas próprias endorfinas: na hora imediatamente posterior ao parto, tanto o bebê quanto a mãe estão impregnados com opiáceos. Já que estes opiáceos criam um estado de dependência, quando uma mãe e seu bebê estão próximos um do outro antes de haverem eliminado estes opiáceos, eles estão criando uma dependência mútua ou um relacionamento de afeição. Quando parceiros sexuais estão próximos um do outro e impregnados por opiáceos, um outro tipo de dependência é criado: a dependência é quimicamente similar ao relacionamento de afeição da mãe e seu bebê.

Como a lactação é necessária para a sobrevivência dos mamíferos, não é de surpreender que o sistema interno de recompensas encoraje uma mãe a amamentar. Quando uma mulher está amamentando, seu nível de endorfinas vai ao máximo em vinte minutos. O bebê também é recompensado por mamar, já que o leite humano contém endorfinas. Este é o motivo pelo qual alguns bebês se comportam como se estivessem “altos” depois de mamar.

O nosso conhecimento das endorfinas ainda é novo. Há apenas 20 anos, Pert e Snyder publicaram um artigo histórico revelando a existência de células sensíveis a opiáceos nos tecidos nervosos dos mamíferos. Se o sistema nervoso humano continha células sensíveis aos opiáceos, então isso levava a crer que o corpo humano deveria ser capaz de produzir uma substância ou substâncias muito similares àquelas produzidas pela papoula.

5. Quando todos os dados científicos publicados forem plenamente compreendidos, nós teremos uma nova base para considerar questões tais como o relacionamento entre o prazer e a dor, comportamentos sadistas e masoquistas, a filosofia do sofrimento, êxtase religioso, e substitutos usados para gratificação sexual, entre outros.

A ocitocina, o hormônio do amor, e as endorfinas, os hormônios do prazer, são parte de um equilíbrio hormonal complexo. Por exemplo, num caso de uma súbita liberação de ocitocina, a necessidade de amar pode ser direcionada de diferentes maneiras de acordo com o equilíbrio hormonal. Por exemplo, se uma mãe que está amamentando tem uma taxa elevada de prolactina, ela tende a concentrar sua habilidade de amar no bebê. Se uma mulher tem uma baixa taxa de prolactina, que é o normal quando ela não está amamentando, ela tem uma tendência a direcionar seu amor a um parceiro sexual. A prolactina, o hormônio necessário para a secreção do leite, diminui o desejo sexual. Quando um homem tem um tumor que libera prolactina, o primeiro sintoma é impotência sexual. Drogas anti-prolactina podem induzir sonhos eróticos. É bem sabido que entre muitas espécies de mamíferos, uma fêmea amamentando não é receptiva ao macho. Na maioria das sociedades tribais, fazer amor e amamentar são consideradas atividades incompatíveis. Desde o advento do modelo Greco-Romano de estrita monogamia, há uma tendência em se reduzir a amamentação materna, usando-se escravas, amas de leite, leite animal ou fórmulas.

Adrenalina – Contato olho no olho

Outro aspecto comum aos diferentes episódios da vida sexual é que eles são inibidos pelos hormônios da família da adrenalina – os hormônios liberados quando os mamíferos estão assustados ou com frio. Estes são os hormônios de emergência que nos dão a energia para nos proteger seja lutando, seja fugindo. Se uma fêmea de mamífero for ameaçada por um predador enquanto estiver em trabalho de parto, a liberação de adrenalina tende a parar o processo do parto, adiando-o para dar à mãe a energia para lutar ou escapar. Fazendeiros sabem que é impossível ordenhar uma vaca com medo.

Os efeitos da secreção da adrenalina são mais complexos durante o processo de nascimento. Durante as últimas contrações antes do nascimento, tanto a mãe quanto o bebê chegam a um pico de liberação de hormônios de adrenalina. Um dos efeitos desta súbita liberação de adrenalina é que a mãe fica alerta quando o bebê nasce. É uma vantagem entre os mamíferos ter energia suficiente para proteger seu bebê recém nascido. Outro efeito desta liberação de adrenalina pelo feto é que o bebê está alerta quando nasce, com olhos bem abertos e pupilas dilatadas. As mães ficam fascinadas com o olhar de seus bebês recém nascidos. Parece que, para os humanos, este contato olho no olho é uma característica importante do começo do relacionamento mãe-bebê. É importante esclarecer com isso que até mesmo os hormônios da adrenalina – normalmente vistos como hormônios da agressão – têm um papel específico a desempenhar na interação entre a mãe e o bebê na primeira hora após o parto.

Não são apenas os mesmos hormônios envolvidos nos diferentes episódios da vida sexual, mas os mesmos padrões, os mesmos tipos de cenários são reproduzidos. A fase final é sempre um “reflexo de ejeção”, e termos como “reflexo de ejeção do esperma”, “reflexo de ejeção do feto” e “reflexo de ejeção do leite” sugerem esta aproximação. Eu adotei o termo “reflexo de ejeção do feto” (que era usado anteriormente para se referir a mamíferos não humanos) para me referir às últimas contrações que precedem o nascimento de humanos quando o processo de parto aconteceu sem perturbações e sem ajuda. Durante um “reflexo de ejeção do feto” típico, as mulheres têm uma tendência de se manter em posição ereta, têm a necessidade de agarrar alguma coisa ou alguém, e estão cheias de energia. Algumas mulheres parecem estar eufóricas, outras parecem estar bravas, enquanto outras expressam um medo transitório. Todos estes comportamentos são compatíveis com uma liberação repentina de adrenalina. Eles estão associados a duas ou três fortes contrações.

6. Este reflexo é quase desconhecido em salas de parto hospitalares, e é raramente visto até mesmo em partos domiciliares se outra pessoa assumir o papel de “treinador”, “guia”, “ajudante”, “pessoa de apoio”, ou “observador.”

O cérebro primitivo

Quando este cérebro racional está super ativo, ele tende a inibir o cérebro primitivo. Durante o trabalho de parto, há uma fase em que a parturiente se comporta como se estivesse em outro planeta. Para chegar ao “outro planeta”, ela tem que mudar seu nível de consciência reduzindo a atividade de seu neocórtex. Inversamente, durante o trabalho de parto e durante qualquer tipo de atividade sexual, qualquer estimulação do neocórtex tem um efeito inibidor: discussão lógica, se sentir observado, luzes brilhantes, etc. Poucos casais conseguem fazer amor se se sentirem observados ou se seu neocórtex for estimulado por luzes brilhantes ou por pensamentos lógicos.

É irônico que os mamíferos não humanos, cujo neocórtex não é tão desenvolvido como o nosso, têm uma estratégia para parir e num estado de privacidade. O sentimento de segurança é um pré-requisito para o estado de privacidade. Para se sentir seguro, você deve se sentir protegido. Nos lembremos de que a parteira original era geralmente a mãe da mulher que estava parindo. Outras parteiras eram substitutas para a figura materna, que é, antes e, sobretudo, uma pessoa protetora.

Olhar a sexualidade como um todo tem muitas implicações. Nas sociedades onde a sexualidade genital é altamente reprimida, as mulheres têm menos probabilidade de terem partos fáceis. Contrariamente, o controle excessivo e rotineiro do processo de parto, provavelmente influencia outros aspectos de nossa vida sexual. Nós precisaríamos de um artigo inteiro para estudar estas relações, que são encontradas em muitos textos antropológicos do início da etnologia moderna. Nós vemos as mesmas relações quando comparamos as estatísticas de parto do final do século XX em países europeus: os partos são mais fáceis na Suécia do que na Itália.

É claro que amor e sexualidade não são sinônimos. Ninguém pode definir o amor, e ninguém pode analisar diferentes formas de amor com precisão. A maior forma de amor entre os humanos pode ser o amor da Natureza, um grande respeito pela Mãe terra. A primeira hora após o parto, o primeiro contato do bebê com sua mãe pode ser um período crítico no desenvolvimento do respeito pela Natureza. Pode haver um elo entre o relacionamento com a mãe e o relacionamento com a Mãe Terra. Já houve algumas, embora raras, culturas nas quais não havia desculpas possíveis para interferir no primeiro contato entre a mãe e o bebê. Nessas culturas, a necessidade de dar à luz em um local privado era sempre respeitada. Tais culturas se desenvolveram em locais onde o ser humano tinha que viver em harmonia com o ecossistema, onde era uma vantagem desenvolver e manter o respeito pela Mãe Terra.

Uma revolução ocorrerá na nossa visão de violência quando o processo do nascimento vier a ser visto como um período crítico no desenvolvimento de nossa capacidade de amar.

Referências 
1. Carmichael, M.S., Humber, R., et al., (1987). Plasma oxytocin increases in the human sexual response. J. Clin. Endocrinol. Metab. 64: 27.
2. Egli, G.E., Newton, M. (1961). Transport of carbon particles in human female reproductive tract. Fertility and Sterility, 12: 151-155.
3. Mead, M. (1948). Male and Female. New York, William Morrow and Co.
4. Reich, W. (1968). The Function of Orgasm. London: Panther Books.
5. Pert, C.B. and Snyder, S.H. (1973). Opiate receptor: A demonstration in nervous tissue. Science 179: 1011-1014.
6. Odent, M., The foetus ejection reflex (1987). Birth 14:104-105. See also Odent, M. (1991). Fear of death during labour. J.of Reproductive and Infant Psychology, 9:43-47.
7. Malinoski, B. (1919). The Sexual Life of Savages. New York, Harvest Books.
Este artigo foi publicado na Primal Health Research 2(3) Inverno, 1994 (59 Roderick Rd., London NW3 2NP, U.K.) Sua reprodução foi autorizada.
Retirado de: http://www.birthpsychology.com/violence/odent1.html

Traduzido por Andressa Fidelis.

FONTE: ONG Amigas do Parto

Sorteio de um ensaio fotográfico!

A Equipe Parto Alegre está muito empolgada com a possibilidade do longa-metragem “O Renascimento do Parto” ser exibido em todas as salas de cinema do Brasil e do mundo! Será o primeiro longa brasileiro com essa temática. O filme é um documentário sobre o cenário do parto no Brasil, trazendo de modo muito verdadeiro toda a situação que vivemos nos dias atuais e também mostrando as alternativas a essa realidade, baseadas na escolha da mulher e nas atuais evidências científicas. Para que o filme chegue às telonas, todos nós somos convidados a ajudar. Particularmente, achamos maravilhoso quando podemos fazer a diferença. Para saber mais sobre o documentário clique aqui.

IMG_0423Assim, a Parto Alegre resolveu ajudar e ainda dar um presente a vocês! Sortearemos um ensaio fotográfico feito pelo olhar sensível e amoroso de Shana Gomes! O Ensaio é para mães gestantes ou para bebês na cidade de Porto Alegre. Todo o dinheiro arrecadado será destinado para apoiar a divulgação do filme.

– Cada número da rifa será vendido no valor de 12 reais (100 números);

– A compra poderá ser feita via depósito na conta da Parto Alegre ou com o seu cartão de crédito no site da Vakinha Virtual;

– Proceda da seguinte forma: Para depósito, efetue o pagamento, comprando quantos números quiser, na seguinte conta: Banco do Brasil / Ag 1899-6 / CC 47817-2 /
CPF 005799340-80 / Amanda de Mello Martins;

– Após efetuado o depósito ou compra no site da Vakinha, envie um e-mail com o comprovante  e/ou horário e código da operação para partoalegre@gmail.com que lhe enviaremos a tabela para escolha do(s) seu(s) número(s);

– Link da Vakinha Virtual: http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=197888

IMG_9889Além disso, a compra da rifa também poderá ser feita pessoalmente com qualquer uma de nós.

Seja uma apoiadora ou um apoiador dessa causa e ainda concorra a uma bela lembrança de um momento único na sua vida ou na vida de seu bebê!

O sorteio será no dia 21 de maio, no encontro de Aniversário da Parto Alegre às 20h30min.

Informações sobre venda por e-mail: partoalegre@gmail.com

montagem_mini– Observações sobre o prêmio / Ensaio fotográfico: 
– Será feito na cidade de Porto Alegre num prazo de até 30 dias depois do sorteio, dependendo da disponibilidade da fotógrafa e do ganhador;
– Terá um número limite de 30 fotos, entregues em formato digital de alta resolução em um DVD;
– O ensaio poderá ser feito no domicílio do ganhador  (desde que resida em Porto Alegre) ou em uma locação externa, na mesma cidade, como um parque ou praça;
– O público-alvo do ensaio é: Mulheres gestantes com ou sem seu companheiro, crianças/bebês de 0 a 2 anos;
– Em caso de dúvida escreva para partoalegre@gmail.com.

Humanização do nascimento é possível.

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Equipe de doulas do Hospital Sofia Feldman

Parece-me que estamos avançando na direção de uma assistência obstétrica mais humana no Brasil. Mesmo com uma taxa de cesariana nacional de 52%, gosto de pensar que embora tenhamos muitas pessoas e muitos profissionais com pensamentos bastante equivocados sobre o que é assistência humanizada na atenção ao parto, o que é uma doula, qual o papel do médico, da obstetriz e da enfermeira obstétrica, ainda assim, penso que estamos avançando, a passos lentos, pode ser, mas ainda assim avançando.

Quando vejo uma revista como a Veja publicando uma matéria sobre a Maternidade Pública Sofia Feldman, (veja publicação aqui) realmente penso que novos caminhos são possíveis. Essa matéria reconhece a importância dessa maternidade que atende exclusivamente o SUS e que é referência em assistência humanizada. O reconhecimento é tal que mulheres usuárias de planos de saúde estão optando pelo atendimento do SUS dado pelo Hospital Sofia Feldman.

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Hospital Sofia Feldman

Desde 2010 sei das conquistas dessa maternidade, ao assistir, encantada, a uma palestra com membros do Hospital sobre o trabalho realizado lá, na III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Perceber que agora, isso é um fato veiculado pela grande mídia e além de tudo, uma mídia bastante conservadora, me deixa bastante feliz e esperançosa.

Esperançosa de que mais maternidades públicas pelo Brasil afora sigam o exemplo, se interessem pelo que está sendo feito em Belo Horizonte – MG.  A existência dessa maternidade para mim é a resposta de que humanizar o nascimento é possível, oferecer condições adequadas, de acordo com as recomendações do Organização Mundial da Saúde é possível. Faz cair por terra qualquer argumento em contrário. Os indicadores dessa maternidade, estão abaixo da média nacional no que se refere à cesárea. A taxa desse procedimento cirúrgico é 24% no ano de 2012 e 2011 (para quem quiser conferir esses indicadores estão disponíveis aqui).

Outra questão que me faz acreditar que uma mudança nos modelos atuais de assistência ao parto e nascimento humanos esteja em vias de acontecer, é o fato de o Governo Federal ter criado a Rede Cegonha, um projeto que “visa garantir atendimento de qualidade a todas as brasileiras pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”. 

Destaco mais três parágrafos que me enchem de alegria: “A Rede Cegonha prevê ainda a qualificação dos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento às mulheres durante a gravidez, parto e puerpério, bem como a criação de estruturas de assistência, como a Casa da Gestante e a Casa do Bebê, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.

As boas práticas de atenção ao parto e nascimento serão exigidas nas maternidades. Uma delas é o direito a acompanhante de livre escolha da mulher durante todo o trabalho de parto, parto e puerpério. O ambiente em que a mulher dará à luz deverá ser adequado para oferecer privacidade e conforto para ela e seu acompanhante. Ela terá acesso a métodos de alívio da dor e a possibilidade de ficar em contato pele a pele com seu bebê imediatamente após o nascimento, prática que hoje é demonstrada como benéfica para os dois.image_large (2)

O pai será incentivado a participar do momento do nascimento do seu filho, estimulando a formação de vínculos. O programa também pretende garantir que sempre haja um leito disponível para a mãe e o recém-nascido nas unidades de saúde, evitando a peregrinação das mulheres e recém-nascidos nos vários serviços.”

 

Sabemos que ainda é necessário caminhar muito, mas o fato desses projetos e maternidades como Sofia Feldman existirem, da doula já ser uma ocupação, me fazem ter ainda mais a certeza de que dias melhores virão. Apesar de ainda haver muito casos de violência obstétrica, de violência institucional, cada vez mais o parto humanizado é uma realidade.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/maternidade/gestacao/rede-cegonha