PRÓXIMOS ENCONTROS PARTO ALEGRE

Confira mais detalhes no evento do facebook:
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Em São Leopoldo (09/05) e Porto Alegre (27/04) TEMA: Entendendo a dor no parto.
No encontro do mês de 27 de abril (POA) e 09 de maio (São Leopoldo) trataremos de um assunto que ainda é tabu para muitXs no que diz respeito ao parto: a DOR. Abordaremos tópicos como a dor X o sofrimento / Métodos não-farmacológicos de alívio da dor / Quando chamar de dor? / Como amenizar esta sensação tão intensa à partir de um ambiente de confiança e da exposição de nossos medos afim de dissolvê-los e abrir os caminhos para uma experiência satisfatória de parto. Aberto a todos(as) interessados(as) no tema.
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Relato de Amamentação – Os primeiros 15 dias!

Com a energia da Semana Mundial da Amamentação, incentivei novamente as mulheres que ajudei com a amamentação exclusiva a escreverem seus relatos.

Este é mais um relato de superação do início da amamentação e do desabrochar de uma recém mãe.

Parabéns Renatinha e Iandara!

Boa Leitura a todos!

 

As dores das contrações passam… A dor do parto passa… E a dor da amamentação? Será que vai passar???

 Relato de amamentação

 Os primeiros 15 dias: “Está ótimo!”

 Essa pergunta era a que não saía da minha cabeça: será que essa dor vai passar? E mais.. Pensava: será que vou aguentar? Ou vou ter que dar fórmula por não aguentar mais de dor? Doía muito nas primeiras sugadas, depois não doía, mas era muita dor, eu chorava, gritava, batia com pé no chão. A enfermeira obstetra veio em casa no pós-parto e falei que doía muito no início e o que ela me responde: “só no início da mamada dói? Então está ótimo!” Ela foi embora e eu fiquei ali… Perplexa! Como assim ótimo?? Eu não sei se vou agüentar amamentar um bebê recém-nascido e está ótimo?? P*** m**** o que eu vou fazer agora? Desespero total! Mas tivemos uma ideia: eu tiro o leite e agente dá para ela, daí ela não sugando, não dói. Tentamos com uma colher, só choro e grito de desaprovação, com conta-gotas, com copinho e nada, só choraçada… Tive que continuar dando no peito mesmo. Não imaginava o que seria rachadura nos mamilos, que tanto se ouvia falar, pois agora eu estava sentindo!

Conversava bastante com meu companheiro, que presenciava tudo isso, todo meu sofrer… E era comum agente decidir que só mais hoje vou dar no peito, como a dor é demais vamos iniciar com a fórmula amanhã, e aí esse “amanhã” eu não sentia tanta dor, achava que conseguiria aguentar mais um pouco. E assim foi indo, dia após dia, que nem Alcoólicos Anônimos, decidindo que amanhã íamos iniciar com a fórmula, mas esse amanhã não chegou…

Minha doula (que dá apoio à amamentação) me falava que se eu tivesse algum problema era para logo pedir ajuda, não deixar o tempo passar e, realmente, de um dia para o outro as coisas pioram de uma forma que parece que não vai mais ter volta, por outro lado, às vezes milagrosamente melhoram: a dor não é sentida numa mamada ou outra, é tudo muito dinâmico. Com o “está ótimo” e meu desespero achei melhor buscar sua ajuda. Pensava que teria alguma dica quente, uma receita secreta, qualquer coisa que fizesse com que minhas mamas ficassem mais resistentes, menos sensíveis! Menos dor, por favor! Para minha decepção não existia receita! Ela me contou da sua experiência pessoal, também com problemas na amamentação, o que parecia pior do que eu vivenciava naquele momento e o que ficou disso tudo foi:

“Sim, dói! Temos que aguentar, ter persistência! Somos mulheres guerreiras e vamos conseguir! Queremos dar o melhor para nossos bebês e o melhor é o leite materno! Minha filha precisa disso, eu fui amamentada até por volta de 2 meses e não quero que isso se repita com minha filha, acredito que fez muita falta para mim e acho muito importante que minha filha usufrua o amamentar até os seis meses, no mínimo!”

Então essa visita valeu como uma injeção de ânimo e a consciência de que eu precisava aguentar.

Estávamos morando com minha mãe e como é difícil essa convivência! Tem o lado bom de ajuda nos a fazeres domésticos, mais um colo para revezar (minhas costas também doíam), mas por outro lado os palpites, os comentários, a experiência de quem já teve filho e quer que o neto tenha o mesmo tratamento. Depois de 30 anos as coisas mudaram muito, e eu lia, estudava, profissionais me orientavam, trocava experiências com outras mães, mas minha mãe tinha suas convicções que se conflitavam com as minhas e do meu companheiro. Qualquer chorinho, às vezes só um gritinho ia lá minha mãe pegar ela no colo e me trazer dizendo que ela queria mamar, que estava chorando de fome. Ai que raiva que eu sentia! Sabia da importância da livre demanda, mas com meu companheiro o bebê aguentava um pouco mais no colo e aí era possível espaçar mais as mamadas. Às vezes ele chegava a ficar 1h com a Iandara, se fosse tanta fome ela não aguentaria todo esse tempo, não? E era esse intervalo maior que percebia ser importante também para minhas mamas se recuperarem (o tecido em carne viva). Temos que ir criando estratégias, como essa de ficar com o pai, que distraía o bebê.

Tudo isso nos primeiros 15 dias de vida da Iandara. Primeiros 15 dias de mãe.

Muitas vezes tive que escutar da minha mãe que eu não tinha mais leite, que o bebê sentia fome, porque eu não sentia o leite descer, e até hoje não sinto! Foi muita pressão psicológica para eu iniciar com fórmula. Tudo bem que minha mãe estivesse preocupada com o bebê, mas ela estava ganhando peso bem, então não tinha o que se preocupar. Chorar todo bebê chora e não necessariamente é de fome! Mas minha mãe não conseguia aceitar isso. Imagina só uma recém mãe, com uma mega mudança hormonal, mais sensível, primeira filha, tudo novo, indo morar com a mãe e o companheiro, sentir muita dor no amamentar, mas ter a convicção que era isso que eu queria continuar fazendo e escutar muitas vezes: “tu não tem mais leite! Ela passa fome!”. Isso foi muito forte. Sem contar que com a dor nas mamas eu não conseguia pegar a Iandara no colo, pois encostava nas mamas. Puxa vida! Não pegava meu bebê no colo! Era muito triste!

Este é um relato do início da amamentação, depois vieram coisas bem piores e desafiadoras para mim, que relatarei depois. A mensagem que deixo é persistência e força! Agente consegue: eu consegui!

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2014

Em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno gostaria de divulgar este lindo relato de amamentação de Deise e sua filhinha Antônia. Elas tiveram dificuldades na amamentação e depois retornaram ao aleitamento materno exclusivo com sucesso.

Parabéns Deise e Antônia!

Boa leitura a todos! ADQ-79

Quando nasceu minha filhinha Antônia, acreditava estar preparada para amamenta-la e de fato tivemos sucesso nas primeiras horas. Meu mamilo era muito pequeno, quase plano, mas Antônia e eu nos entendíamos, ela mamava quase sentada e pegava bem. Ao observar meu mamilo uma técnica em enfermagem disse que eu deveria usar um bico de silicone para facilitar as mamadas. Lembrei que ganhei no chá de fraldas (e naquela época não sabia para o que servia tal objeto). Na alta hospitalar uma enfermeira fez as orientações dos cuidados ao bebê e a amamentação e alertou que eu deveria evitar o uso do bico de silicone ao seio, dentre outras coisas ele diminui o volume do leite recebido. Além de ser uma barreira, evitando o contato do mamilo com a boca do bebê. Prontas para ir para casa Antônia precisou coletar sangue para dosar a bilirrubina, ela estava amarelinha, o resultado foi limítrofe. O pediatra nos liberou com o compromisso de comunicarmos seu estado no dia seguinte. Foi ótimo virmos para casa, eu necessitava disso. Mas, no dia seguinte ela parecia uma cenourinha, o amarelão havia aumentado. Dosamos novamente a bilirrubina e o pediatra nos aconselhou a internação. Internamos na UTI-Neo para fototerapia. Senti uma dor em estar naquele ambiente que eu bem conheci como profissional, apesar de racionalizar que estávamos por um motivo relativamente simples, foi muito sofrido. E, havia uma ambivalência em meus sentimentos, ao mesmo tempo em que sofria percebia que havia dores e sofrimentos maiores. Refiro-me as mães e pais dos bebês prematuros que necessitavam de internações longas. No entanto, cada um sente e vive suas dores de acordo com seu momento. Ficava o dia com Antônia, chegava às 7:00 passava no banco de leite para esgotar, pois a mamada era em horários fixos (9, 12, 15, 18, 21, 24, 03 e 06) e voltava para casa às 22:00, graças ao cansaço físico eu adormecia longe da minha filhinha. No primeiro dia de internação Antônia mamou no meu peito e recebeu mamadeira apenas nos horários em que eu não estava. Sim, mamadeira, o pediatra e também o hospital que ela ficou internada não abriam mão desse “instrumento de alimentação”. No segundo dia ela veio para meu colo e quase não mamou, dormiu. A técnica de enfermagem colocou-a na incubadora para que ela não ficasse mais de 30 minutos sem receber a fototerapia, no entanto ela ofereceu a mamadeira com a luz desligada. Isso me magoou profundamente, me senti desrespeitada e impedida de ficar com meu bebê. No terceiro dia tivemos alta hospitalar. Esse breve período foi suficiente para que Antônia tivesse dificuldade em mamar no meu peito, ela sugava pouco e dormia e a noite chorava muito, após uns seis dias me dei conta que o choro poderia ser fome, no pediatra o peso confirmou, Antônia passava fome. Comecei a oferecer uma mamadeira com fórmula, uns 30 ml à noite. O pediatra reforçou esta iniciativa, pedindo que eu oferecesse mais vezes e em volume maior. Muito insegura, querendo amamentar e sensibilizada com a necessidade de que Antônia ganhasse peso chamei a Luísa (Auxílio à amamentação), dentre todas as orientações (muitas das quais eu conhecia), pega, posição, etc. ela me dizia confia, confia que és capaz de nutrir tua filha. Isso não fazia sentido, só fui entender o que essa palavra queria dizer quando estava amamentando plenamente. Tinha produção de leite, porém, produzia o que Antônia demandava e, era pouco. Assim, aluguei uma máquina para esgotar e oferecia meu leite em mamadeira após ela mamar no seio, o oferecimento da mamadeira não era tranquilo, fazia isso com resistência, mas era necessário. Cheguei a oferecer meu leite em copinho, muito leite era perdido. Dez dias após a consulta com o pediatra e só oferecendo leite materno Antônia ganhou 500 gramas, 50 ao dia. Isso me deixou muito feliz e orgulhosa por ter persistido. Ao final do primeiro mês Antônia mamava só no seio e ficava satisfeita, dormia bem e pegou peso rápido. Minha produção aumentou consideravelmente com a ordenha, como ela mamava só um peito, o leite do outro armazenava para doação para uma UTI pública com serviço de busca do leite, durante três meses doei, depois Antônia passou a mamar mais e também, comecei armazenar leite para quando ela fosse para escolinha. Em breve Antônia fará um aninho e continuo amamentando e assim o farei até que uma de nós decida parar, espero que seja ela daqui mais um ano.

Os alimentos orgânicos, as gestantes, os bebês, sua família! Você pensa no que anda ingerindo?

598811_373279402747181_699199066_nQuando um bebê está no útero, ele se alimenta de tudo que comemos, de nossas emoções, da nossa energia. Isso inclui as conversas que temos, o que vemos na televisão, o que lemos, pois essas também são formas de alimentar o nosso corpo e espírito. Por isso, até mesmo os médicos mais tecnocráticos e não-humanizados assumem que a mulher deve manter-se tranquila, comer coisas saudáveis e pegar leve nos “desejos” pelas guloseimas. Muitas gestantes se agarram nesta justificativa do desejo e acabam se entupindo de porcarias. Na minha opinião, (você é livre para discordar completamente) vontade de comer alguma coisa precisa ser moderada pelo bom senso, claro, sem radicalismos.

Já ouvi gente dizendo “Quando grávida eu só tinha vontade de comer cachorro quente e brigadeiro, comia todos os dias.”. Que lindo, não? Seu bebê, que ainda é indefeso, não tem poder de escolha, tendo que ingerir junto toda essa “preciosidade”. Quanto mais comermos esse tipo de produto, pois como bem diz a minha nutricionista preferida e amiga, a Soninha, o que não vem da terra ou não é preparado exclusivamente com alimentos naturais não é comida de verdade é produto, mais estaremos nos contaminando, suscetíveis a doenças físicas e psicológicas. E assim o mundo vai adoecendo e a indústria farmacêutica lucrando bilhões. Você percebe? É um ciclo vicioso pelo qual somos engolidos ingenuamente e assim vamos vivendo como gado, como diz a minha amiga Amanda, aqui do Parto Alegre. Cabe a você sair desta roda.

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CLIQUE NA IMAGEM PARA VER A PRÉVIA DO DOCUMENTÁRIO!

Estamos num momento crítico com relação ao cultivo de alimentos em nosso planeta. A própria palavra “cultivo” vem sendo totalmente denegrida, pois quando pensamos no seu significado, nos vem a idéia de dedicação, amor, como cultivar uma amizade. Atualmente, a grande maioria das coisas que estão no supermercado são literalmente produzidas. Sim, são produtos que passam por máquinas, banhos de químicos altamente tóxicos, radiação e levam quantidades astronômicas de conservantes, espessantes, acidulantes e outros “antes” piores ainda.

Por outro lado, a força do bem também está atuante e o cultivo dos orgânicos vem crescendo cada vez mais no nosso Brasil-sil. Sim, isso é motivo de grande alegria, as feiras estão cada vez mais cheias, existe um movimento bacana acontecendo e a imprensa que fica fora dos grandes veículos vem denunciando o perigo dos agrotóxicos que são derramados nas plantações. Além disso, ainda tem o problema dos transgênicos…sim, mais essa! Aquele arroz clássico que você comeu a vida toda, aquela farinha de milho da polenta do domingo, sim, pode ser tudo feito com sementes geneticamente modificadas, além de quase tudo que leva soja. Por que será que muitos bebês têm apresentado alergia à proteína da soja? Porque além de ser muito difícil para o organismo humano digerir, ainda mais um recém nascido, a grande maioria da soja que chega até nós é transgênica. Nem os animais escapam, quase todas as rações contém transgênicos – vide o símbolo “T” (Por que será que muitos animais domésticos desenvolvem câncer? Bom, isso já é outra discussão.)

Falando por experiência própria, já achei muito difícil a idéia de ter que ir à feira de orgânicos. Sempre vem aquela desculpa: Ahhhh, mas sábado é o único dia que eu tenho para dormir até mais tarde, é muito caro, blá blá blá. Raramente eu ia à feira de orgânicos. Acabava comprando tudo no supermercado mesmo, até durante a gravidez.

Eu ainda não havia sido convencida do tamanho do problema e infelizmente acabei alimentando minha filha, ainda na barriga, com um monte de frutas e verduras envenenadas pelos agrotóxicos. Já vi gente aqui em casa pegar uma abobrinha orgânica e dizer: É igual a do supermercado! Santa ignorância.O que você queria? Que as abobrinhas e outros legumes não orgânicos tivessem verrugas, vermes parecidos a alienígenas? Não, né! A grande indústria alimentícia faz de tudo para enganar a todos e lucrar, lucrar, lucrar. É esse o único objetivo. E consegue isso graças às propagandas ridículas na televisão que fazem você acreditar que um caldo de carne é cheio de “amor”, que quem come margarina tem um casamento de sucesso, quem toma cáca-cola é feliz e outras bizarrices mais. Graças aos deuses e às redes sociais, comecei a
dar-me conta que o buraco é bem mais em baixo e mesmo antes de a minha filha começar a comer sólidos entramos no ritmo da feirinha, como carinhosamente chamamos, aqui em casa. Aí, além da conscientização, foram brilhando as opções além-feira. Calma, vou listar todas elas (as que conheço) no final deste post!

feira-organica-placa2O movimento de inserir a ida à feira orgânica na rotina trouxe junto a quebra de vários tabus. O primeiro deles foi o “é difícil”. Tudo que nos é desconhecido e fica fora do lugar comum, soa como dificultoso. Entretanto, quando conseguimos avançar e mudar, nos damos conta do benefício que estávamos perdendo. Ao longo das semanas, a ida à feira tornou-se muito prazerosa (eu freqüento a do bairro Menino Deus). Encontramos vários amigos, fizemos novos amigos, conhecemos face a face de quem produz o alimento que vem para as nossas panelas. Isso é realmente muito gratificante. Conversamos com as pessoas, descobrimos em quais cidades são cultivados esses alimentos, vamos ensinando para a nossa filha o que é cada coisa, mesmo que ela ainda nem saiba falar, tenho certeza que compreende. Além disso tudo, ainda degustamos vários quitutes deliciosos como café da manhã, tomamos um suco maravilhoso feito na hora. Quem serve o suco é um dos próprios agricultores que plantam as laranjas. Não sei para vocês, mas para mim isso é muito bom, essa relação afetiva com os alimentos literalmente não se compra no supermercado!

Agora você deve estar pensando, ou já pensou antes: Estou num blog sobre parto e gestação, por que estão falando em comida? Simples de responder. Como disse a minha querida amiga Luísa, também aqui do Parto Alegre, a humanização começa na gestação e no parto, mas se estende por muitos outros aspectos da nossa vida. Alimentar bem seu bebê é humanizar, ter uma gestação tranquila e consumir bons alimentos durante esse período tão maravilhoso e transformador, é humanizar.

Voltando ao assunto da quebra de paradigmas da ida à feira orgânica: “é caro”. Muitas pessoas dizem isso, mas muito “inteligentemente” sem saber. Sim, existem coisas caras na feira, assim como existem no mercado e você não é obrigado a comprá-las se não quiser. Falando em preços, é só dar uma consultada rápida em um site de uma grande rede de supermercados, analisando os produtos da estação, disponíveis nas feiras.

Pão do supermercado: um mais baratos custa por volta de 4 ou 5 reais. O da feira, feito com farinha orgânica custa a mesma coisa.

Suco de caixinha de Uva, custa por volta de 4 reais também e além de ter mais açúcar que um refrigerante é cheio de outras porcarias. O da feira de 500ml concentrado, que rende o dobro, custa o mesmo.

Iogurte: Os de litro no mercado custam por volta de R$ 4,50. Com mais 2 reais você compra a versão orgânica… pense rapidamente em quantas coisas desnecessárias você gasta 2 reais!

Cenoura: Com R$ 3,50 você adquire um lindo “ramalhete” de cenouras cheirosas e frescas, que ainda vêm com a rama bem linda, que muitos aproveitam para fazer omeletes, usar no feijão. No mercado o quilo vale aproximadamente isso ou mais. É só olhar aqui!

Couve manteiga: Tcharam!!!! Mais barato na feira, custa R$ 2! No supermercado custa R$ 2,40 (estou vendo os preços do Nacional, é o único que disponibiliza online).

Beterraba: Estou vendo aqui que 700 gramas de beterraba embalada custa R$3, na feira com R$ 3,50, assim como a cenoura, se compram lindas beterrabas.

Alho-poró: Pasmem. No supermercado custa o DOBRO do preço da feira, onde se compra por R$ 1.50 a unidade.

Arroz: Aquele clássico Tio João custa R$ 2,88 (o quilo) no mercado citado acima, o da feira custa R$ 3. Comprando na feira você está ajudando muitas famílias que resolveram sair do ciclo das grandes plantações e resolveram agir de forma mais ética e ecológica.
Veja aqui uma tabelinha do Greenpeace sobre as marcas que vendem arroz transgênico.

Feijão: Alguns feijões custam no supermercado R$ 7 o quilo e nem são os “top”. Na feira, o quilo do feijão custa 6 reais. Lembrando que estou tendo como base os valores da feira do bairro Menino Deus, em Porto Alegre, porém esses valores costumam regular com as demais feiras e entrepostos de produtos orgânicos.

Estes, entre outros itens, não são caros, não têm valores abusivos e estão milhas e milhas de qualidade a frente do que se compra no supermercado. As bananas, laranjas, bergamotas, todas têm preços ótimos na feira, ou seja, mais um mito derrubado. Comprar orgânicos NÃO É CARO PESSOAL!!!

248177_310304692392687_504801105_nUma última questão: Se você é daquelas que se orgulha em dizer que amamentou seu filho, que pratica a amamentação prolongada etc., parabéns, mas você já parou pra pensar no que o seu filho anda ingerindo além do seu leite? Que qualidade tem esse leite que você produz? Ele é produzido pelo seu organismo tendo como base uma alimentação saudável? O leite materno é o alimento mais completo que existe para humanos, então, quando seu filho deixa de mamar, deve consumir alimentos que cheguem pelo menos aos pés do leite materno! Por isso e por outros vários motivos, comer orgânicos se torna essencial.

Durante o último ano minha alimentação tem sido quase 100% orgânica. Vi muitos benefícios nisso ao longo do tempo. Fui ficando muito mais seletiva com tudo que como, me alinhei com o que está disponível em nossa terra na estação, peguei menos resfriados, entre outras coisas.

Car@ leitor(a), se você chegou até esse ponto neste texto, agradeço muito a paciência e a disposição, creio que tenha sido válido. Esse assunto poderia continuar se prolongando ainda mais, mas é bom ir parando para não assustar possíveis leitores com o tamanho do post.  Abaixo vou listando várias possibilidades de lugares para se comprar orgânicos na cidade.
Aproveite, mude, evolua e ajude o mundo a mudar!

Um abraço com carinho e esperança
Shana Gomes Mãe da Anahí, doula e fotógrafa.

Mundo dos Orgânicos – Globo Repórter

LISTA DE LOCAIS ONDE SE PODE COMPRAR ORGÂNICOS EM PORTO ALEGRE E REDONDEZAS (Se você quer colaborar com esta lista, envie um e-mail para partoalegre@gmail.com que colocaremos a sua contribuição aqui).

– Feira Ecológica do Bom Fim
Av. José Bonifácio (em frente ao parquinho infantil da Redenção)
Porto Alegre |RS
Somente aos sábados, das 7h às 12h30.

– Feira Ecológica do Bairro Menino Deus
Av. Getúlio Vargas (no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura)
Quarta-feira das 13h às 19h.
Sábados das 7h30min às 13h.

– Feira Ecológica Tristeza
Av. Otto Niemeyer esquina com a Av. Wenceslau Escobar (perto do Zaffari, em frente à igreja)
Sábados das 7h às 12h30min.

– Feira Mulheres da Terra
Campus central – Av. Paulo Gama, 110 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre – Rio Grande do Sul
Terças-feiras das 15h às 18h30min e Quarta-feira no campus do Vale.

– Feira Ecológica em Ipanema / Porto Alegre
Todos os sábados das 8h ás 13h
Avenida Guaíba 10410 – Esquina com a Dea Coufal
Espaço Integral

– Viverde Orgânico
Cestas de orgânicos entregue em casa
(51) 8223.7124
viverdeorganico@hotmail.com
www.facebook.com/viverde.organico

– Orgânicos do Porto 
https://www.facebook.com/organicosdoporto2013
Entrega de cestas orgânicas: (51) 98483786

– Loja Seleção Natural
Venâncio Aires, 531  – Porto Alegre
Fone/Tele-entrega: 3026.7070
E-mail: selecaonatural@terra.com.br
Seg. a Sexta. Das 9hs às 19h30minh
Sábados das 9hs às 18hs.

– Restaurante Nova Vida
Rua Demétrio Ribeiro, 1182 – Centro Histórico – Porto Alegre / RS
Telefones: (51) 3226-8876
Horário de atendimento: De segunda a sexta, das 8h às 19h.
Sábado, das 8h às 15h.

– Viver Bem Alimentos Macrobióticos
Rua Doutor Armando Barbedo, 269 – Tristeza – Porto Alegre / RS
Telefones: (51) 3012-3020
De segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, das 9h30 às 18h.

– Mercado Público de Porto Alegre
Banca da Reforma Agrária

– Mesa Natural – Alimentos Orgânicos Certificados
Avenida Caçapava, 551 – Bairro Petrópolis – Porto Alegre
Telefone: 51 9813-9913 / 3388-5400

– Casa Natural – Porto Alegre
http://www.casanatural.com.br/
Rua Sapé, 800 – Cristo Redentor / Porto Alegre
(51) 3337-7663
(51) 9103-8310
De segunda à sexta, das 8h30min às 19h e sábados, das 9h às 15h.

– Rainha Omega
Refeições congeladas orgânicas
Na compra de um kit semanal, você ganha uma sacola de hortaliças e ervas medicinais :-)
https://www.facebook.com/rainhaomega.alimentos?fref=ts

– Paz da Mata – Alimentos Naturais
https://www.facebook.com/cristinapazdamata/media_set?set=a.121664091346306.20673.100005081473610&type=1
Falar com Cristina Pazdamata, ela também tem uma Kombi que passa aos sábados pela cidade, modelo feira itinerante.

– Feira ecológica em Morro Reuter
Todas as quartas e sábados pela manhã.

– Feira ecológica em São Leopoldo
Todas as quartas pela manhã.

– Harmonia Natural em São Leopoldo:
http://www.harmoniasl.com.br/

– Feira ecológica na Lomba Grande, NH
Todos os sábados pela manhã.

– Espaço Natureza Pura em Viamão:
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Pura/178556328890082?sk=page_map

Links e vídeos interessantes:

Teste do microondas 

– Crianças de escolas municipais de SP terão alimentos da reforma agrária e sem agrotóxicos

– Thrive Movement – Documentário interessante que também fala dos orgânicos, vacinas, etc. (com legendas em PT)

– Brasil orgânico
www.facebook.com/brasilorganico

Documentário Muito Além do Peso

Sete alimentos transgênicos que você deveria evitar

Os tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde

Alimentos infantis proibidos pela Anvisa

Matéria sobre a riqueza da couve

Coluna de alimentação do site Vila Mamífera

Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais

Globo Ecologia sobre orgânicos

Amamentação e hipotonia

Com inspiração ainda no nosso último encontro Parto Alegre, sobre superações na amamentação, estamos pegando emprestado o texto de um blog que transpira amor. Quem escreve no Nossa Vida com Alice é a Carol Rivello, designer e mãe da Alice. 
A fofinha bebê Pig, como apelidou carinhosamente a Carol, tem Síndrome de Down e mostrou um grau de hipotonia logo que nasceu (isso pode acontecer com outros bebês também, não portadores de SD!). Quem não sabe o que isso significa pode ler aqui.
Mas não foi por isso que a Carol deixou de amamentar, conforme vocês poderão ler no texto abaixo, ela passou por muitas dificuldades e com muita persistência e determinação conseguiu amamentar exclusivamente no peito a Alice. 

Leiam e inspirem-se! O texto a Carol fala da importância da ajuda de uma consultora de amamentação. Se você precisa de uma, a nossa querida Luísa Diederichs, da equipe Parto Alegre, é das boas! Para falar com ela você pode pegar os contatos aqui.
Boa leitura!

Cowrolina.

Publicado em 08/10/2012

Conversando com meu obstetra, ele falou uma coisa que eu concordei completamente: a sociedade hoje em dia faz a mulher acreditar que o parto natural é uma coisa dificílima e a amamentação é algo fácil e intuitivo, quando na realidade o contrário se mostra muito mais verdadeiro. A amamentação para mim tem sido uma luta danada. Sinceramente, ela se tornou para mim um drama imensamente maior que a surpresa da Síndrome de Down neste primeiro mês.

A Alice nasceu super dorminhoca, curte uma soneca como ninguém, e fazê-la acordar para mamar se tornou uma saga. Já na maternidade começou a luta: Eu, 6 enfermeiras e uma especialista em lactação não conseguiram fazer a pequeninha mamar. Aliás, recomendo a todas as mães que estão encontrando dificuldade em amamentar chamar uma especialista em amamentação, a nossa nos ajudou muito. Segundo ela, a dificuldade da Alice era relacionada ao fato de ela ter nascido pequeninha, sem ter força para sugar, e não com a Síndrome de Down. “A Alice ainda não percebeu que saiu do útero” dizia ela.

Queria eu ser ignorante. Dessa forma, eu não saberia dos benefícios da amamentação, e desistiria logo, e minha vida teria sido bem mais fácil. Amamentar faz bem a todos os bebês, mas o que me impulsionava ainda mais a não desistir é saber como a estimulação dos músculos do rosto e a criação de defesas que o leite proporciona são benéficas para a Alice, sob a ótica da SD.

Mas 38 dias, 2 mastites e 230 tentativas depois (obrigada calculadora do mac!) consegui finalmente fazer a Alice mamar no peito. Para ser mais específica, ontem foi a primeira vez que a Alice mamou super bem, sem precisar de complemento do meu leite ordenhado na mamadeira. Pensa numa mãe feliz :)

E toda essa luta – e, mais importante, essa vitória – me fez refletir em como ela vai conseguir fazer tudo, basta a gente ter paciência, estimular, acreditar e respeitar o tempo dela. As conquistas serão mais suadas, mas também muito mais apreciadas e comemoradas. :)

Obs.: Por uma ironia do destino, eu sou uma vaca leiteira. Cowrolina. Congelo o excedente e semanalmente faço uma doação para a Carmela Dutra, maternidade aqui de Floripa, eles ficam super felizes.

Novidades na Humanização do Nascimento

Em meio a correria do dia a dia, ao frio que não acaba mais em Porto Alegre, o mês de agosto vem cheio de novidades!

ff32a9_5ec8377f94c07306a3e143bca5e567f8Há uma porção de eventos para quem deseja conhecer um pouco mais sobre Humanização da Gestação, Parto e Puerpério. Agora, nos dias 1º a 7 de agosto temos a Semana Mundial do Aleitamento Materno, mais informações aqui e aqui. Em razão disso, nosso próximo encontro será novamente sobre Relatos de Amamentação, um momento de troca entre mães e pais sobre suas experiências no cuidado com seus bebês, com dicas para que a amamentação aconteça de uma forma amorosa e prazerosa para mãe e bebê. Além disso, se abordará a importância do apoio do pai nesse momento.

Em seguida, na outra semana, temos a pré-estreia do filme O Renascimento do Parto! Finalmente, um longa brasileiro abordará essa questão e será passado em muitas salas de cinema de todo o país. Tod@s estamos ansios@s para ver. No 13 de agosto, a Equipe Parto Alegre estará na pré-estréia e levará com ela mais alguma/algum sortuda/o junto, para assistir ao filme. Veja aqui nossa promoção na página do facebook. A estréia será no dia 16, aqui em Porto Alegre.

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Nos dias 21, 22 e 23 haverá o I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado naRede SUS, que abordará a importância do pai na humanização do pré-natal, parto e puerpério. O evento é gratuito e será no Rio de Janeiro/ RJ.  A organização do Seminário afirma: “o I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS, tem o objetivo de fomentar, acompanhar e planejar ações voltadas para a inserção do parceiro/acompanhante nas rotinas dos serviços de pré-natal, parto e puerpério ofertados nas linhas de cuidado preconizadas pelas Redes de Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde”.

Logo do Congresso

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Além de todos esses eventos em agosto. No mês de setembro, teremos o I Congresso sobre Parto, Nascimento e Amamentação Saudáveis e IV Simpósio de Humanização do Parto na Universidade de São Carlos, São Carlos/SP. Mais informações aqui. Será um momento muito importante para debater as questões que envolvem o nascimento humano de forma embasada em evidências científicas, este evento contará com a presença de vários profissionais que pesquisam e trabalham com a humanização do nascimento. Será uma boa oportunidade para se atualizar no tema.

Está bom ou quer mais? Fiquem ligad@s na programação da Semana Mundial do Aleitamento Materno, certamente, haverá um evento pelos Pampas. Deixo vocês com o vídeo promocional do filme Renascimento do Parto.

Desmame

ImageEnfim, parece que o desmame aconteceu. Já nem lembro exatamente quais foram as últimas mamadas que eu poderia considerar ter tomado realmente uma porção de leite que a sustentasse, como quando comemos uma fruta nos intervalos das refeições.

Gostaria que o desmame acontecesse naturalmente, que ela deixasse de querer, de pedir o mamá, que esquecesse quando estivesse interessada em aprender coisas novas. Por vários momentos pensei que isto nunca fosse acontecer, ela amava mamar, e eu me sentia orgulhosa em dizer que a amamentava ainda, mesmo sentindo a crítica das pessoas, algumas mais sutis, outras nem um pouco, falavam no impulso mesmo, a sua contradição.

Li vários livros, me informei bastante desde a gravidez e acredito que isto seja muito natural, a amamentação prolongada, como é chamada hoje. A nossa cultura que está errada, com mães se afastando cada vez mais cedo de seus filhotes, que vem com a independência da mulher, desde a invenção dos anticoncepcionais, até surgirem mamadeiras, fraldas descartáveis, leites artificiais que dizem estar cada vez mais semelhantes ao leite materno!

Entre muitas outras coisas, acredito que as mulheres estão esquecendo do seu lado mais feminino, parecem estar desconectadas de seus sentimentos mais íntimos. Somos mulheres, nossa natureza é feita para gestar, parir, amamentar e cuidar seus filhos até poderem viver sozinhos. A grande diferença entre nós e o resto dos animais é o cérebro que demora mais tempo para desenvolver e se compararmos a idade de filhotes de animais com humanos veremos como amamentamos pouco nossos filhotes. Principalmente a cultura brasileira, na Coréia, por exemplo, filhotes humanos mamam até uns 7 anos.

Aos poucos fui mostrando a ela, como já estava uma menina grande e não era mais um bebê. Mostrava os bebês mamando em suas mães. Expliquei que bebês pequenos só mamam o leite de suas mães, mas que agora já sabia comer bem como uma menina. Mesmo com todas as explicações ela pedia mamá e dizia ser um bebê, até chorava imitando um bebê. E então comecei a negociar: – Tá bom, só um golinho. Ela tomava o golinho feliz e depois se distraía. Este golinho durou uns 4 meses, por fim era somente pela manhã, ao acordar. Em algum momento, durante uns 3 dias ela não pediu, fiquei pensando, um pouco apreensiva, que ela poderia pedir a qualquer momento. Voltou a pedir novamente, esqueceu algumas vezes, desconversei outras e acho que agora vai. Daqui a pouco esquecemos, as duas.

Verifico no banho, ainda tenho, é um líquido bem grosso, branco e brilhoso (nutrientes!), não é só carinho e apego de mãe.

Hora de me despedir de mais uma fase, que foi uma grande jornada, e em especial agradeço ao meu esposo por ter sido testemunha de todas as fases, inseguranças dificuldades, cansaços, alegrias e satisfação durante a amamentação de nossa filha. Grata também por todas as pessoas que me apoiaram!

Volta ao trabalho após a Licença Maternidade

ImagePlanejamos tudo quando estamos grávidas. Principalmente a mãe que trabalha, planeja o parto, amamentação e a Licença Maternidade e o retorno dela, como todos os outros projetos profissionais e pessoais. Não sabemos o quanto iremos mudar com a maternidade, não temos idéia de como nosso coração se sensibilizará com este ser tão pequeno que nasce de nós, mesmo que algumas pessoas digam, somente quem passa por esta experiência sabe o quanto é intensa.

Após o parto resgatamos a nossa ancestralidade materna, precisamos perceber as necessidades vitais do bebê e eles nos exigem muito pois seguem seus instintos de sobrevivência. Querem ficar perto de nós o tempo todo, sentindo nosso calor, nosso cheiro de mãe, de leite, pois assim garantem seu alimento. Desta relação simbiótica, nos brota mais amor a cada dia, e mesmo cansadas, não queremos nos afastar dos nossos filhotes.

licia-ronzulli-bebe-no-trabalho-55-579E então, em algum momento lembramos que tudo isto tem data de validade. Em alguns meses teremos que voltar a trabalhar e ser a mesma mulher de antes, e pior, como se nada tivesse acontecido quando na verdade nos tornamos pessoas tão diferentes que nem nós mesmas nos reconhecemos.

Além destes sentimentos e de tantas mudanças que ocorrem após nos tornarmos mães, temos que nos conformar com esta separação precoce. No Brasil, a Licença Maternidade há pouco tempo passou a ser de 6 meses, mas na maioria das empresas ainda é de 4 meses, apesar de a Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde, com diversas campanhas, orientarem amamentação exclusiva até 6 meses e complementar até 2 anos ou mais.

O leite materno é o alimento ideal para seu bebê, protege de diversas doenças e tem todos os nutrientes que eles precisam, inclusive água. Além disto, traz muitos benefícios para a mãe e para o bebê. Eles não precisam de outro alimento até os 6 meses e isto já é um forte motivo para buscarmos mais espaço nos ambientes de trabalho como mães, mães que precisam de apoio, mães que precisam continuar amamentando.

Em anexo Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta, do Ministério da Saúde:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_mae_trabalhadora_amamenta.pdf

Relato de Amamentação

Gostaríamos de compartilhar o lindo relato de amamentação de Elisangela, mãe de um menino de 2 anos e 9 meses, que superou dificuldades e realizou seu sonho de amamentar! Com isto gostaríamos de ajudar a tantas mulheres que passam por dificuldades mas que precisam acreditar em si mesmas, na natureza do corpo feminino, nos sentimentos do coração que afloram quando nos tornamos mães.
Boa leitura!
amamentação prolong1
“Faz tempo que quero registrar minha experiência de amamentação, e nesse tempo de reflexão e reavaliação vale voltar um pouco e reviver essa história que ainda vivemos aqui em casa, uma história escrita e vivida a três: O Filhote, que sempre mamou com gosto e vontade, a Mãezona aqui, que entre tropeços e acertos vem conseguindo, ao Paizão que amamenta lado a lado, desde o início!
Amamentar, ato tão bonito, simples e comum que não tomou maiores preocupações de minha parte durante a gravidez.
Li, me informei, aprendi ainda na gravidez que chupetas e mamadeiras além de desnecessários podem atrapalhar a amamentação e assim julgava que tudo estaria sob controle, concentrando minhas preocupações no parto e no retorno ao trabalho após a licença maternidade. Tinha grande preocupação em como manter a amamentação exclusiva por 6 meses tendo que voltar ao trabalho no quinto mês, mal sabia quanta água rolaria até lá!

Tive meu desejado parto normal, mas não natural como o planejado.
A dor das contrações me surpreendeu e ao final de todo o trabalho de parto natural bati pé pela analgesia, e ela foi um dos fatores (acredito que o principal) que atrapalhou o início da amamentação.

Após o parto pedi para colocarem filhote no meu peito, e assim foi feito, mas eu deitada, e o bichinho cansadinho, talvez sonolento devido a analgesia, não mamou, mas cheirou o peito, lambeu e ficou um instantinho ali, logo indo para o berçário de onde veio algumas horas depois – perdi a noção do tempo, pois dormi.

No quarto comigo, foi direto para o peito, lá ficava pendurado.
Mas eu cansada fui descuidando da pega, muito peito do jeito que ele pegasse.

Já em casa, na primeira noite filhote chorou muito, talvez a pega incorreta não permitindo que ele mamasse o suficiente. Meu seio começou a rachar e doer, eu amamentava mais com o peito esquerdo pois o bico do direito estava muito invertido, dificultando ainda mais a pega. E em meio a isso tudo uma dor de cabeça insuportável.

No dia seguinte fui ao posto de saúde, lá passei muito mal, e fui diagnosticada com uma enxaqueca devido a reação a analgesia, para meu filhote receita de Nan, que marido e eu deixamos claro que não queríamos, mas pediatra passou para “caso de necessidade”. Mas nem mamadeira tinha em casa e não compramos o complemento.

Ao longo do dia meus seios pioraram e a enxaqueca também, foi somente na madrugada, ao passar mal novamente e vomitar de dor com o bebê no peito que aos prontos me entreguei e pedi para marido trazer o complemento – isso que era dor, dor de parto contrações são uma doce lembrança, essa dor de cabeça que me impediu de amamentar naquele instante que dói ainda quando lembro.

Marido trouxe os bendidos(??) complemento e mamadeira.
Mas nem ele nem eu tínhamos coragem de dar mamadeira ao filhote. Minha sogra alimentou o pequeno na sala enquanto marido e eu chorávamos muito no quarto.

Nas semanas seguintes, enquanto eu tratava os seios que estavam muito machucados, dávamos ml de complemento e em seguida era bebê no peito. Andava pela casa sempre sem blusa com filhote colado no colo e peito, complementando sem desgrudar do peito – mãe e sogra segurando a barra da casa e outras barras, momento difícil. Marido praticamente amamentava ao meu lado.

Lá pelo segundo mês o complemento era apenas uma muleta psicológica, pois na verdade era o peito que agora mantinha o filhote. O esperto – mais esperto que a mamãe aqui – sempre preferiu o peito e recusou a chupeta que em momentos de desespero oferecemos (hoje agradeço a sabedoria do filhote!)

Até que um dia um pediatra nos sacudiu: “Tirem o Nan dessa criança! Um bebezão desse tamanho, o Nan nem faz cócegas, é o leito do peito que está mantendo esse bebê!”
Música para meus – nossos – ouvidos! Complemento aposentado!

Do segundo mês em diante vivenciamos a amamentação exclusiva, sempre em livre demanda!

Ao final do quarto mês cheguei a adaptar o pequeno a creche, ordenhava o leite que oferecia em copinho de treinamento. O Filhote até se adaptou, nunca reclamou de nada para mim, mas eu não me adaptei e a volta ao trabalho durou apenas duas semanas.

Foi quando dei o grito de liberdade para peitos livre de ordenha, bicos, vidros, e vivenciamos cada segundo de grude e peito!

Por volta dos 7 meses do filhote, quando ele passou a comer mais comidinhas e deu uma reduzida no peito ainda enfrentei um engurgitamento, bem dolorido, mas contornamos com banhos, compressa e massagens. Passou rápido.

Um mês após o filhote completar dois anos voltei a trabalhar.
Hoje meu pequeno comilão de 2 anos e 9 meses ainda mama no peito, alguns dias bem pouquinho, outros como um bebezão!
Alguns dias canso muito dessa vida leiteira outros dias sinto saudade e gostinho de despedida.

E assim sigo nessa história que ainda não chegou ao fim, agora na torcida por um desfecho mais natural possível!

Nos momentos difíceis do início me imaginava com um bebezão grande no peito como muito vi meu irmão e primos, essa visão do futuro me dava coragem, essa visão se realizou! Hoje eu amamento um bebezão! Um Gurizão!”