O Começo da Vida

Nessa quarta-feira, fizemos uma exibição comentada do documentário O Começo da Vida , que se tornou um gostoso e esperançoso bate-papo sobre infância, gestação, parto e o futuro da humanidade. Porque apesar de ainda hoje vermos diversas crianças do mundo inteiro tendo sua infância roubada; mais do que nunca estamos pensando sobre ela de outras formas, incluindo nesse cenário os cuidadores dessa infância: mãe, pai, sociedade, Estado. Como afirma uma entrevistada do filme ao citar um ditado popular, para cuidar de uma criança, é preciso de uma vila inteira.

Assim, estamos revendo valores, modos de ser e fazer no cuidado com os pequenos, por que é a relação afetiva, o olhar, a escuta e o respeito que vão estruturar aquele indivíduo. E como construir essa relação se as mães, os pais, a família, a comunidade estiver tão ocupada em ganhar dinheiro, em trabalhar, em ter o que comer a ponto de ter de deixar seus filhos em creches ainda em período de amamentação, com 1 mês, 6 meses de vida? Nossos filhos são o legado que deixamos para a humanidade e que legado é esse que estamos criando? Algumas das questões que surgem do filme, entre tantas outras. Este documentário é de uma riqueza e uma felicidade, pois ele consegue tratar de muitos temas e sob muitos aspectos a infância, maternidade, paternidade e o papel de cada agente social nesse processo. Por isso, vejam o filme e deixem que seus corações sintam a sua beleza e potência.

Essa exibição foi uma bela parceria entre a Equipe Parto Alegre e Vale do Ser onde contamos com a presença da terapeuta psicocorporal Evania Reichert que trabalha há anos com os temas da infância, parto humanizado e é autora do livro “Infância, a Idade Sagrada, disponível na Livraria Cultura.

Quem ainda não viu esse filme, veja! E você pode vê-lo de forma gratuita, organizando uma sessão. Para isso, acesse o site: http://www.videocamp.com/pt/movies/o-comeco-da-vida/. Chame seus amigos, vizinhos, a sua comunidade. Vamos propagar essa ideia! E fazer com que mais pessoas se sintam tocadas e assim, a mudança se faça, como conta a história do centésimo macaco: quando atingirmos o centésimo macaco, mudaremos uma cultura.

Deixamos vocês com a pediatra, terapeuta Eva Reich, “Os delicados inícios da vida são de grande importância. São o fundamento do nosso bem-estar da alma e do corpo. Gostaria de pedir-lhes apoio nesses esforços, precisamos de paz na terra, paz que começa no ventre da mãe.”

Aqui um pouco da nossa sessão no momento bate-papo. <3

 

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