Para ter o tão sonhado parto

O parto no Brasil está cada vez mais raro, a cesariana tornou-se uma epidemia, com a alarmante taxa de 56% conforme dados do ano passado. No entanto, há luz no fim do túnel e não é um trem! Estamos nadando contra a corrente, mas informação não nos falta. Ultimamente, inclusive as grande mídias têm ajudado na divulgação de informação de qualidade que prestam um bom serviço de utilidade pública.

Nesta semana, uma boa matéria, descortinando o contexto em que vivemos no mundo do nascimento saiu na edição 857, de 03 de novembro de 2014 da Revista Época. Em três páginas, a jornalista Marcela Buscato mostra a realidade dos partos no Brasil e algumas ações de iniciativa pública e privada que têm conseguido modificar as alarmantes taxas de cesarianas realizadas no país. Como coloca Arthur Chioro, Ministro da Saúde, essa taxa se “tornou um problema de saúde pública”.

Precisamos ir atrás dessas informações, não se contentar com o que os profissionais nos dizem, inclusive eu, e ler, se informar. Nessa onda de cesarianas que estamos vivendo, saber a história do nascimento da nossa amiga, vizinha, cunhada nem sempre é uma boa fonte de informação, pois atualmente mais da metade das mulheres tem tido seus filhos por via cirúrgica.

Fonte: http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,minha-filha-nasceu-sem-intervencao-medica-em-uma-casa-de-parto-do-sus,825537

Como diz o título da matéria publicada na Revista Época, para fugir da cesariana, precisamos de outras fontes de conhecimento e precisamos estar preparadas, buscar grupos de apoio e pessoas que nos apoiem, pois em algum momento você vai ouvir frases do tipo: “você é corajosa hein?”,  “você é louca”, “eu não teria coragem”, “pra quê sentir dor?”. Frases que podem ir minando nossa mente, quando estamos vivendo este momento pela primeira vez, especialmente.

É evidente que precisamos mudar o modelo atual de atendimento ao parto. Algumas regiões do país já se deram conta disso. E mudar esse modelo, significa, como atores da sociedade, fazer a nossa parte, cobrar das autoridades uma assistência mais humana, também mudar nossa visão de mundo e ir atrás do que acreditamos, buscando profissionais ou hospitais que mais se aproximem do que entendemos ser o melhor para nós e para o nascimento de nossos filhos.

Vale a pena ler a matéria. E hoje, enquanto escrevia este texto, fiquei sabendo do lançamento de um lindo livro chamado “Parto natural mesmo depois de cesárea“. Parece que ouviram nossas preces. Que venha a mudança, por uma sociedade mais humana que respeita os delicados inícios da vida.

Mais informações sobre o livro:

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