Postagem Coletiva – Criação com apego: mais amor, menos preconceito

O assunto: Criação com Apego, mais amor, menos preconceito, me trouxe várias situações nesta semana. Em algumas situações ainda me sinto em adaptação com a nova vida de mãe que quer viver com a presença da minha filha, sem ter ainda que colocar na creche ou escolinha. Foi exatamente isto que meu esposo e eu escolhemos: ficar com ela. E estamos conseguindo nos revezar até hoje (1ano e 11meses).

Desde a gravidez, planejamos ficar unidos no momento do parto. Um dos motivos principais de optar por um parto domiciliar foi a presença 100% do meu esposo e que a bebê ficasse comigo, sem que a tirassem de mim para dar banho e realizar procedimentos, e depois ainda ir para o berçário.

Após o parto, senti um grande amor brotando internamente e uma grande satisfação de tê-la em meus braços. No início da amamentação tive vários problemas, minha bebê perdeu muito peso, tomou Nan, mas com persistência e por acreditar que era possível conseguimos voltar a amamentação exclusiva e ela mama até hoje.

Conseguimos aproveitar 7 meses bem juntinhas a licença maternidade junto com as férias. Então chegou o momento de voltar ao trabalho, e você descobre uma enorme dor no seu coração por estar enfraquecendo esta linda simbiose. Para mim, até que não foi tão difícil, sabendo que ela ficaria em casa com o papai dela, e com o leite esgotado* da mamãe. A vontade, neste momento, é de ser somente mãe e dona de casa. E o trabalho exige que sejamos iguais como antes, desde o primeiro dia, sem readaptações, e não imaginam que durante este tempo nos tornamos uma outra mulher, que nem a nós mesmas nos reconhecemos. Coração mole, cabeça virada do avesso e muito cansaço por não dormir mais 6h ou 8hs, nunca mais. Os bebês passam a querer compensar a sua ausência, mamando mais vezes do que antes, à noite, pois é o momento que a mamãe está lá, tranqüila. Para a produção de leite não diminuir é muito bom amamentar a noite, produz mais prolactina. E você quer continuar amamentando, mas não quer levantar várias vezes para pegá-lo no berço. Se sente mais segura quando o bebê dorme do seu lado, pois não fica noite toda acordando com cada suspiro, então descobrimos o prazer da cama compartilhada.

O tempo passa e o apego continua. Apesar de cansativo, nos acostumamos com a rotina, e aos poucos a vontade de fazer mais coisas como antes e ao mesmo tempo não queremos nos livrar do filhote. Vou aos poucos assumindo outros compromissos e tentando manter frequência em atividades, tudo dependendo da nossa disposição e respeitando nosso tempo, que não é mais somente “o meu tempo” de fazer as coisas. Muitas vezes fico frustrada por não conseguir fazer o que quero, ou chateada quando alguém não compreende e faz comentários, principalmente quando vem de pessoas mais próximas. Isto sim é preconceito, é ter um pré conceito de algo sem informação suficiente.

Acreditamos que o melhor para nossa filha ainda é ficar aos nossos cuidados, pelo menos na maior parte do tempo, visto que está aprendendo a falar e não queremos perder nenhum momento.

Todos os momentos com ela são especiais. É a nossa maior riqueza.

*Leite materno ordenhado.

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