Placenta: A árvore da Vida

Por Mayra Calvette
Link do post original: http://blog.giselebundchen.com.br/br/sentido/placenta-a-arvore-da-vida/

A placenta faz parte do milagre da vida e é formada junto com o bebê. Sem placenta não tem bebê! Ela tem cerca de 500g e possui dois lados, o materno e o fetal. De um lado ela se fixa no útero materno e do outro sai o cordão umbilical que se liga no umbigo do bebê. Uma lembrança que fica para sempre, pois daí que vem nosso umbigo! A placenta perfeitamente absorve do sangue materno nutrientes e oxigênio para o crescimento e desenvolvimento do bebê, através de uma veia e devolve o sangue desoxigenado  e as excreções trazidas por duas artérias. Serve também como barreira contra bactérias e produz hormônios fundamentais para a gravidez. O mais impressionante é que, por mais que estejam intimamente ligados, o sangue materno e o fetal não se misturam, mantendo a individualidade de cada um.

Entre outros mamíferos, a mãe come a placenta, ou as placentas, se são vários filhotinhos. Sendo o alimento perfeito para repor as energias da mãe depois do parto, dando energia suficiente para poder focar em cuidar de seus filhotes ao invés de ter que sair para encontrar comida.

Uma prática recente na história da humanidade é tratar a placenta como dejeto, jogada fora como lixo hospitalar. Mas cada vez mais mulheres e casais começam a dar importância à placenta resgatando rituais ancestrais ou até mesmo desidratando e tomando como cápsulas, tinturas ou até mesmo crua!

Em muitas culturas ao redor do planeta a placenta sempre foi e ainda é considerada sagrada. Tantos são seus mitos e simbolismos. Em Gana e em Bali a placenta é considerada o irmão gêmeo do bebê; na Bolívia ela é considerada como tendo seu próprio espírito; na Malásia é considerada o irmão mais velho enquanto que na Uganda é o segundo filho; no Egito o bebê tem sua alma e a placenta tem outra alma.

O ritual mais comum entre os povos é enterrar a placenta, como os Aborígenes, Polinésios, Maias, Maori, Hindus, mas cada um tem suas particularidades e crenças. Na Nova Zelândia, para a cultura Maori, a placenta é conhecida como Whenua, o mesmo nome usado para Terra, mostrando a conexão entre eles. Grande parte das mulheres Maori pede para levar a placenta para casa quando o parto acontece no hospital. Elas a enterram em um lugar especial no terreno da família e dentro de um cesto típico.

Em Bali, a maioria da população é Hindu. A placenta, chamada de Ari-ari simboliza o irmão gêmeo do bebê, seu guardião para o resto da sua vida. A placenta é enterrada na casa da família, sendo que a dos meninos é enterrada do lado direito da casa e das meninas do lado esquerdo. Hoje, a maioria dos partos acontece nos hospitais, mas a placenta sempre é levada para casa. É chocante para essas culturas saber que na cultura ocidental as placentas são tratadas como lixo.

Na Índia, um dos métodos antigos de reanimação do recém nascido era através da estimulação da placenta, com o cordão ainda intacto no bebê. Já ouvi histórias de que realmente funciona!

A placenta é muitas vezes simbolizada por uma árvore, considerada a árvore da vida. A placenta poderia ser a raiz que se fixa em um terreno fértil (útero) dentro da mãe terra (mãe). Em perfeito equilíbrio, ela filtra e recebe os nutrientes da terra e leva através do caule – o cordão umbilical – para o fruto, o bebê. Quando o fruto está maduro, ele cai do pé, ele nasce! O fruto carrega consigo as sementes, que quando estiverem prontas e forem colocadas em terreno fértil, crescerão e continuarão com o ciclo!

“As pessoas muitas vezes desejam conhecer um anjo. É hora de relembrar e reconhecer o Anjo que nos ajudou a vir ao mundo e que está sempre conosco. Se você quiser ver a forma física de um anjo, veja a placenta.” Robin Lin

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